terça-feira, 11 de julho de 2017

Pregação expositiva


PREGAÇÃO EXPOSITIVA – INSTRUMENTO DE
APROXIMAÇÃO À VERDADE BÍBLICA

Valdirlei Vicente Massola *


RESUMO

O presente estudo tem por objetivo trazer reflexão sobre a prática da pregação expositiva como instrumento contribuinte a reaproximação a verdade bíblica. Sobre a ênfase da contribuição da pregação expositiva para alicerçar a fé cristã, onde o retorno à verdade inicial proclamada por Jesus é de suma importância tendo como destaque algumas linhas de pensamentos históricos e atuais. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e Periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Lopes, Kaiser e Champlin, sem contar as várias versões da Bíblia Sagrada. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda a história da pregação. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados oriundos da pregação da forma expositiva é uma das formas onde é manifestada e ensinada a palavra das escrituras, as quais transmitem conhecimento, libertação e cura da igreja. O resultado a respeito da igreja verificou-se que na história e nos tempos atuais, as igrejas consideradas sadias, são as que mais utilizam a pregação expositiva em suas assembleias. Pois o crescimento através da pregação expositiva torna-se substancial, curativo e maduro.


Palavras-chave: Pregação expositiva, Hermenêutica, Bíblia.




PREACHING EXPOSITIVE - APPROACHING INSTRUMENT TO BIBLICAL TRUTH


ABSTRACT
This study aims to bring reflection on the practice of expository preaching as a contributor to rapprochement Biblical truth. On the emphasis of expository preaching contribution to consolidate the Christian faith, where the return the initial truth proclaimed by Jesus is very important with a highlight some lines of historical and current thoughts. To get the expected results, it was made literature, looking for information in books, websites, newspapers, magazines and journals. The theoretical framework has as its principal authors: Lopes, Kaiser and Champlin, not counting the various versions of the Holy Bible. One can also say that the theoretical framework is based on the area of ​​theology that studies the history of preaching. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results derived from the preaching of the exhibition, it is one of the ways in which it is manifested and taught the word of scripture, which transmit knowledge, deliverance and healing the church. The result regarding the church found that the history and the present time, churches considered healthy, are the most used expository preaching in their assemblies. For growth through expository preaching becomes substantial, dressing and mature.


Keywords: Preaching, Expository, Hermeneutics, Bible


INTRODUÇÃO

Houve muitos erros referentes à pregação e interpretação na história. Quando se trata da Pregação Bíblica, há o risco de tirar ou acrescentar algo a uma vida. A bíblia como enfoque em ser a “Palavra de Deus” atribui grande responsabilidade aos pregadores. Pois pode mudar o rumo de uma vida, pois trabalha com sentimentos e emoções em que o ouvinte pode escolher praticar como verdade.
O estudo proposto trata da pregação expositiva sendo num exercício estimulante a fim de contribuir a formação de novos hermeneutas e pregadores, não só a este método, mas a todos os métodos que tratam a respeito da história da interpretação. Sendo necessária a abordagem.
Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, reconstruir aprofundar na busca pela influência da pregação expositiva no resultado final da igreja.
A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não caíamos nas mesmas práticas históricas as quais distanciaram a humanidade dos caminhos da verdade.  
Busca iluminar a compreensão da interpretação e a retrata aos dias atuais, sua contribuição à construção do conhecimento. Assistimos vertentes de pregações inconcebíveis nos púlpitos de nossas igrejas. Muitas pregações balizadas por imaginação, repetições, revelações vinda da mente do homem, muitas vezes propensas ao erro. Onde todas as esferas de defesas dos pensamentos humanos se revestem e encaixa-se no texto bíblico. Praticando e fazendo do texto uma peça de encaixe, onde o melhor pedaço que se encaixa é o necessário para o preenchimento do espaço, não necessariamente necessitando da verdade, utilizando de artimanhas onde a habilidade de manipulação da massa é usada como artifício de agrado, de uma massa adormecida, inconstante e sem conhecimento da verdade.
O retorno à pregação expositiva nos alivia, utilizando estudos do contexto histórico, buscas, interação com a palavra, balizando o pregador a prender-se ao texto, impedindo que este viaje por caminhos de sua mente. A dificuldade de entendimento do contexto vivido pelos autores dos textos tem sido a cada dia menos onerosa, pois com a difusão do conhecimento, métodos modernos de pesquisa, têm-se, chegado a uma proximidade confortável em relação ao contexto bíblico.

1.     PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Nos itens seguintes serão avaliados a origem do termo da pregação expositiva, assim como a definição e objetivo. Será tratado também o início e métodos de exposição. Pois o conhecimento dos termos é essencial para aprofundamento no estudo.

1.1.  ORIGEM DO TERMO
A origem da palavra em latim PRAEDICARE, oriunda da PRAE-, “à frente”, mais DICARE, “proclamar”, relacionado à DICERE, “dizer”. (ORIGEM DA PALAVRA, 2010). Definida por Chaplin como “a apresentação oral de informes obtidos e arranjados exegeticamente” (CHAMPLIM, 2013). Detalha o autor a respeito do total de 04 palavras com o sentido de “dizer as boas novas, proclamar, pregar e ensinar. Sendo elas “Evangelizesthai, Kataggéllein, Kerrussei e Didache”.
Lopes explana que o termo exposição “deriva do termo latino expositivo, que significa publicar ou tornar acessível” ou nas palavras do autor “exposição é trazer a luz o que existe” (LOPES, 2012).

1.2 PREGAÇÃO DEFINIÇÃO E OBJETIVO
De acordo com Haddon o objetivo da “pregação expositiva é a transmissão de um conceito bíblico, derivado e transmitido por meio do estudo histórico, gramático e literário de um a passagem no seu contexto, que o Espírito Santo primeiro aplica à personalidade e à experiência do pregador, e depois, por meio do pregador, aplica ao ouvinte” (ROBINSON e LARSON, 2010). O objetivo da pregação da palavra é surtir efeito nos ouvintes devendo acima de tudo ter o caráter bíblico, utilizando a Bíblia como base onde a obra salvífica de Jesus Cristo deve ser anunciada. Andrade afirma que a proclamação da palavra de Deus visa à divulgação do conhecimento divino, a conversão dos pecadores e a consolidação dos fiéis (ANDRADE, 2010). A mensagem pregada deve ser pregada a fim de que vidas sejam alteradas, deixando a vida de destruição e partindo para um caminho aceitável diante das verdades bíblicas.

1.3  INICIO DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA
Não se tem data exata do início da pregação expositiva, mas é certo que grandes pensadores e colaboradores na formação da história bíblica utilizaram este método para explanar as escrituras. Temos exemplos deste tipo de pregação e narração no Antigo e no Novo Testamento.
No Antigo Testamento lembra Lopes algumas passagens a respeito da pregação expositiva, descrevendo o Livro de Deuteronômio como “sementes da pregação expositiva no ministério de Moisés” (LOPES, 2012). O livro de Deuteronômio (ALMEIDA, 1995) traz várias referências onde Moisés explica os passos para entendimento da pregação expositiva. Concentrando no Capitulo Seis, declarando que a lei deve ser ensinada, ouvida e postas em seus corações com toda força da alma. Aí entra o papel do Expositor ou pregador.
Pode-se observar o Livro de Esdras é um exemplo de exposição onde Esdras prepara seu coração descrito no Livro de Esdras (Ed 7.10) para “buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças” (ALMEIDA, 1995)
No Novo Testamento entre os vários exemplos poderíamos Citar Pedro no dia de Pentecostes, Lucas narra o episódio onde Jesus Cristo expõe o Antigo testamento “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). Estêvão um exemplo descrito em Atos (6.7) “E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé” (ALMEIDA, 1995).
      
1.4  MÉTODOS DE EXPOSIÇÕES
Entre as infinitas maneiras de se expor um texto, analisaremos a descrição, a narração e dissertação; sendo elas definidas por Silva; “descrição é a exposição analítica, detalhada, particular e minuciosa de um objeto, coisa ou pessoa”; “narrações a exposição de fatos como estes aconteceram” e finalmente a dissertação como exposição discursiva onde os fatos são analisados. (SILVA, 2008)
Lopes lembra que pregação expositiva “não é somente um comentário corrente sobre uma passagem em cima da escritura” (LOPES, 2012, p. 142), aborda que muitos defendem que fazer uma pregação expositiva é somente comentar enquanto outros que é como realizar um sermão sobre a passagem bíblica.

2.     ANÁLISE

Neste item serão analisadas as vantagens e desvantagens da pregação expositiva, também as tentativas de diminuir o papel da pregações expositiva no decorrer da historia e por fim os erros a ser evitado ao expor uma mensagem por este método.

2.1 VANTAGENS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Há inúmeras vantagens a respeito da pregação expositiva, dentre elas, dificulta o pregador ao erro de cair no subjetivismo. Pois quando este caminha junto com o texto fica mais fácil de evitar os deslizes por caminhos, os quais, não há intenção da palavra descrita a ser pregada, influenciando assim a uma maior fidelidade ao conteúdo exposto. “A pregação expositiva dá ao pregador a liberdade de ser fiel em vez de bem-sucedido” (LOPES, 2012). Pois o pregador molda seu pensamento à Escritura, ou pelo menos é o que deve ser feito, devendo usar a Escritura para servir de fonte de inspiração a pregação e não moldar a escritura para basear seus pensamentos.
Há muitas vantagens os quais Silva descreve; “exige que o pregador o escreva, aprimore o conhecimento da língua, desenvolva estilo, a capacidade de expressão e da segurança as mensagens” (SILVA, 2008). Pois o preparo da mensagem dá à vantagem de conhecer o assunto a ser abordado.
A mensagem expositiva normalmente fica presa a um tema, a qual não permite que o pregador saia da linha de conforto. Pois a mensagem expositiva necessita um tempo de estudo, preparo uma busca meticulosa a detalhes que a completa, tornando uma mensagem mais rica em detalhes, os quais podem facilitar a compreensão dos ouvintes. Pois a busca por detalhes do texto torna o pregador mais próximo do texto, despertando interesse pelas perguntas que o ouvinte faria ao texto, respondendo possíveis indagações ou duvidas que nem sempre o ouvinte tem condição de buscar.
A centralidade de Deus é o ponto forte de uma pregação expositiva, pois a mesma deve ser baseada naquilo que a bíblia diz, e se o pregador seguir uma sequência na pregação, praticamente todos os problemas da igreja são tratados. Para o pregador é uma vantagem, pois expõe a Palavra de Deus, e não pode ser acusado de direcionar seu sermão. Esta “centralidade em Deus é uma verdade exclusiva da pregação expositiva” (LAWSON, 2010). Mohler estabelece como marca da pregação expositiva três características distinta: autoridade, reverência e centralidade (JUNIOR, 2013), tendo a bíblia como fonte autoritária de Deus, traz reverência a comunidade por se tratar da palavra de Deus que é o ponto central da exposição. Reifler acrescenta que quando a pregação é expositiva a “argumentação é distribuída em ordem lógica e mais convincente e conserva melhor a unidade da pregação” (REIFLER, 1993). Como fator positivo, o que precisa ser dito exige menos tempo, ou seja, há um melhor aproveitamento do tempo para explicação dos tópicos a serem pregados. Já Dantas afirma que “torna o pregador mais versátil na dialética por melhor atender os princípios da gramatica e da lógica” (DANTAS, 1996) e tem a vantagem de manter o pregador mais calmo.


2.2 DESVANTAGENS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Como toda pregação a ministração além do preparo e estudo depende da capacidade da oratória do mensageiro. Pode-se tornar monótona e “pode-se tornar enfadonha e pedante” (CHAMPLIM, 2013), o qual o autor deixa claro que se pode chegar a este ponto devido à capacidade do pregador. Desvantagens são enumeradas por Silva em relação à forma de exposição; o qual cita “tira a espontaneidade, a mobilidade, torna-se monótono, perde a comunicação visual, exige muito do ouvinte, tira a liberdade mental, perde o credito intelectual e também o prestigio” (SILVA, 2008). Pois o autor citou alguns pontos, que convivemos no dia a dia da igreja, os quais muitas vezes tornam a pregação semelhante a uma palestra, reduzindo a empolgação dos ouvintes. A espontaneidade do pregador é prejudicada por se prender a uma lista de tópicos, as mãos presas e normalmente perdem-se o contato visual com o público.
Além das citadas anteriormente Reifler acrescenta a restrição quanto “a gesticulação que é um fator importante para enfatizar as palavras e manter presa a atenção do auditório” (REIFLER, 1993). Atribui o cansaço ao pregador pelo grande tempo necessário a pesquisa. Dantas acrescenta um ponto interessante se o pregador depender da escrita, energia, luz, na falta destas, o pregador pode se embaraçar e o auditório ficar sem mensagem (DANTAS, 1996).


2.3 TENTATIVAS DE DIMINUIR O PAPEL DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Houve diversas tentativas liberais para constatação da eficácia do papel da pregação expositiva. Ações devido a influência liberalistas que negava a infalibilidade das escrituras vieram a exterminar grande número de congregações. Com as perspectivas de mudança ocorrida na idade média a pregação expositiva teve muitos movimentos contrários. Com a tentativa de racionalizar o conhecimento e pela grande luta entre a Imanência e a transcendência onde ora uma, ora outra estava em destaque. O Iluminismo “deu enorme valor a ênfase na capacidade racional do ser humano” (GRENS e OLSON, 2013, p. 21). Como o homem passou por diversas vezes como centro de seu universo e pensamento, a pregação expositiva também sofreu diante dos movimentos liberais que foram surgindo a partir do Século XVI. Como a bíblia não era vista como palavra de Deus, pois o que valeria uma pregação Expositiva, a pessoas que não acreditariam que a verdade contida na Bíblia, era a verdade estabelecida por Deus. Pois neste período a verdade bíblica andou por caminhos de trevas, ora com folego de vida, ora suprimida. Somente com a coragem e insistência de alguns pregadores permaneceu a luz da pregação para que a verdade voltasse a ser luz, nos corações adormecidos.


2.4 ERROS A SER EVITADO

O pregador como todo ser humano sujeita-se a erros, normalmente expondo seu ponto de vista o qual satisfaz sua linha de pensamento e raciocínio. Sendo assim há alguns cuidados a ser tomado o qual Smith (SMITH, 2015) com maestria o descreveu em seu artigo. Smith retrata doze pontos os quais se encaixam perfeitamente junto a este estudo. Ele inicia descrevendo acerca de sermões os quais nem sempre atende a finalidade a qual este proposto. O Sermão é infundado onde o pregador não toma o devido cuidado de buscar as fontes originais, utilizando a palavra em uma linguagem qualquer para transmitir a mensagem que quer. Ele retrata que o pregador utiliza o texto, mas o ponto do texto e a sua riqueza é ignorada, é apenas citado sem fazer parte da mensagem. O cuidado de levar Cristo não é relevado, não aplicando a mensagem de salvação à igreja. Outras vezes o cuidado de não direcionar a mensagem a determinado grupo de pessoas deve ser tomado, de não dirigir somente aos salvos, a ele mesmo ou somente a igreja sem se incluir na mensagem. Por fim Smith alerta para a necessidade do poder na mensagem, onde a mensagem é falada e não pregada e o mesmo apresentado sem o poder transformador da palavra.
Há o cuidado de “não confundir pregação expositiva com estilo do pregador” (DEVER, 2009). O estilo do pregador não necessariamente impede que o mesmo utilize a pregação expositiva a fim de passar a mensagem proposta. O pregador por fim deve ser um respeitador da Bíblia, “Ele não deve ser irreverente ou casual, muito menos desrespeitoso ou arrogante. Disso estamos certos, nenhuma congregação reverencia mais a Bíblia do que seu pregador” (JUNIOR, 2013).

3. RESULTADOS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Neste capítulo será analisado como a utilização da pregação expositiva reflete na saúde da igreja.


3.1 IGREJAS SAUDÁVEIS

A vida da igreja depende da palavra, Marker afirma que uma igreja saudável é a que “manifesta crescentemente o caráter de Deus” (DEVER, 2009, p. 61). O autor relata que somente através da exortação através da palavra de Deus, deve ser usada para começar a edificar uma igreja saudável. Orienta que não só o pregador deve ter compromisso com a pregação expositiva, mas também o povo, onde o comprometimento das duas partes é essencial para o sucesso do resultado da pregação.

“A prática da pregação expositiva presume a crença de que o que Deus afirma é determinante para seu povo. Presume que esse povo deve e precisa ouvir as Escrituras, para que as igrejas não fiquem destituídas daquilo que Deus usa para moldar-nos conforme sua imagem. Pressupõe que Deus Tenciona que a igreja aprenda tanto do Antigo como do Novo Testamento, bem como de todo o tipo de literatura bíblica – lei, história, sabedoria, profecia, evangelho e epístolas (DEVER, 2009, p. 58).


O autor lembra a importância de se expor todas as esferas das Escrituras, não atentando somente a alguns pontos os quais nos interessa, sendo a exposição da palavra como um todo. Levando o conhecimento a toda esfera possível de tratamento de Deus ao homem, sendo a palavra uma alternativa de cura ao ser humano declinado.
Lopes afirma que a pregação expositiva “é o mais eficaz para levar pessoas a Deus e promover o crescimento da Igreja” (LOPES, 2012, p. 211). O autor demonstra um grande defensor da pregação expositiva, argumentando que os grandes avivamentos e surgiram quando a palavra era exposta. Os principais pregadores foram sem dúvida expositores, citando “Pedro, Paulo, João Crisóstomo, Agostinho, Lutero, Calvino, Richard Baxter, Jonathan Edwards, F.B Meyer, Archibald Tomas, James S. Stewart, George Campbell Morgan e Martyn Lloyd Jones entre outros” (LOPES, 2012). O pregador deve estar atento que um ponto forte de uma pregação expositiva deve ser a aplicação da mensagem ao público presente, Robinson declara que a “aplicação não é incidental na pregação expositiva. Ela é essencial” (ROBINSON e LARSON, 2010).
Calvino um exemplo a ser seguido pelos pregadores o qual Lawson afirma “ele alimentava sua congregação com uma dieta regular de mensagens expositivas consecutivas” (LAWSON, 2010). Pois a exemplo de Calvino podemos perceber o poder do resultado da pregação expositiva nas vidas das pessoas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As marcas deixadas em uma igreja podem ser construtivas ou destrutivas. Na igreja a exposição da palavra mexe com o íntimo, sentimentos e vidas. A responsabilidade concernente aos pregadores os coloca em uma situação tênue, onde o andar junto à verdade ou desviar da verdade são pontos muito próximos. Pois além da responsabilidade diante de Deus, tem que passar a mensagem sem interferência humana e sendo humano, devendo haver temor por parte dos pregadores.
Pelo ponto negativo a visão de Silva é constatada no dia a dia da igreja, que muitas vezes tem-se mais credibilidade um pregador despreparado, mais cativante em simpatia, o qual passa maior credibilidade que um sermão onde o pregador se imobiliza. Serve de alerta aos pregadores expositivos, que mesmo na exposição é necessária preparação quanto ao discernimento da recepção da Igreja, posição no púlpito e gesticulações.
Há muitos bons pregadores expositivos, os quais suas mensagens não são ouvidas pelo próprio carisma do pregador. O pregador deve ter habilidade mental para ser expositivo sem ser cansativo, adicionar argumentos à exposição sem fugir do assunto e prender a atenção do ouvinte, fazendo-o interessar pelo conteúdo da mensagem. Na pregação expositiva há a necessidade de pregar o texto e não em cima do texto e deve ser centrada na Bíblia.
A igreja sã é diariamente curada e confrontada a exposição da mensagem bíblica, que reflete a centralidade da palavra de Deus, não satisfazendo a desejos íntimos do pregador, mas satisfazendo o desejo de Deus aos que ali estão para ouvir a verdade, quer seja palavra de sacrifício, exortação ou arrependimento. Mas o mais importante é divulgar a palavra de Deus na essência do dizer de Deus e não da falácia do homem.
A pregação expositiva deve voltar aos nossos púlpitos, e restaurar as bases de nossa igreja, voltando à centralidade dos objetivos da igreja. Afinal a igreja do Senhor não será julgada pela qualidade de seus shows e sim pela fidelidade a pregação da escritura. Concluo que quando se prega expositivamente não há como o ouvinte contestar que o que se prega não é a verdade. Pois é a palavra de Deus manifestada na igreja.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, J. F. Bíblia de Estudo -Pentecostal - Revista e Corrigida. [S.l.]: Casa Publicadora Das Assembleias de Deus, 1995.
ANDRADE, C. C. Dicionario Teológico - Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 19ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD, 2010.
CHAMPLIM, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 11ª. ed. são Paulo: Hagnos, v. 5, 2013.
DANTAS, A. B. Como preparar sermões. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996.
DEVER, M. O que é uma Igreja Saudável. 1ª. ed. São José dos Campos: Fiel, 2009.
GRENS, J. S.; OLSON, R. E. A Teologia do seculo 20 e os anos criticos do seculo 21. 2ª. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2013.
JUNIOR, A. M. Artigos: 3 Características da pregação Expositiva. Reforma 21.org, 13 Setembro 2013. Disponivel em: . Acesso em: 4 Junho 2016. TRADUTOR: Filipe Schulz.
LAWSON, S. J. A arte Expositiva de João Calvino. 1ª. ed. São José dos Campos - SP: Fiel, 2010.
LOPES, H. D. A importância Da pregação expositiva para o crescimento da igreja. 1ª. ed. São Paulo: Candeia, 2004.
______Pregação Expositiva - Sua Importância para o Crescimento da Igreja. 1ª. ed. São Paulo: Hagnos, 2012.
______ Publicaçoes - Vantagens da Pregação Expositiva. , 2012. Disponível em: . Acesso em: 02 Junho 2016.
ORIGEM DA PALAVRA. Lista de Palavra. Origem da Palavra - Site de Etmologia, 2010. Disponivel em: . Acesso em: 02 Junho 2016.
REIFLER, H. U. Pregação ao alcance de todos. 1ª. ed. São Paulo: Sociedade Religiosa edições Vida Nova, 1993.
ROBINSON, H.; LARSON, B. C. Arte e o oficio da pregação. 1ª. ed. Santo Amaro -São Paulo: Shedd, 2010. 887 p.
SILVA, P. M. D. Homilética - A Eloquência da Pregação. 10ª. ed. Curitiba: A.D Santos Editora, 2008.
SMITH, M. G. Artigos - Expositores Impostores. Ministério Fiel, 2015. Disponível em: . Acesso em: 02 jun. 2016.




* Graduado em Teologia - Universidade Metodista de São Paulo – Ano 2012
* Pós Graduado - Teologia do Novo Testamento Aplicado - Faculdade Teológica Batista do Paraná - 2015
* Programa de Mestrado Faculdade Teológica Batista do Paraná – 2016

Cosmovisão Cristã e Modernidade - Política e Religião


 COSMOVISÃO CRISTÃ ANTE A MODERNIDADE
POLÍTICA E RELIGIÃO


Valdirlei Vicente Massola *

RESUMO

O presente estudo tem por objetivo elucidar os desafios encontrados pela prática da cosmovisão cristã ante a modernidade. Os valores cristãos que tanto foram deturpados na última década no Brasil levaram a aprovação de diversas leis que contradizem aos valores cristãos. A cosmovisão cristã utilizando seus princípios éticos pode colaborar para uma transformação social. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Pearcey, Shaffer, Champlin entre outros e também a Bíblia Sagrada. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda enfatizando a cosmovisão cristã. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados houve uma perda significativa em relação aos pilares da moralidade cristã no Brasil na última década.


Palavras-chave: Cosmovisão, Cristã, Politica, Modernidade, Religião.


WORLDVIEW CHRISTIAN ANTE MODERNITY
POLITICS AND RELIGION
ABSTRACT
This study aims to elucidate the challenges encountered by the practice of the Christian worldview in the face of modernity. Christian values ​​that both were misrepresented in the last decade in Brazil, led to the adoption of several laws that contradict Christian values ​​. The Christian worldview using its ethical principles can contribute to social transformation. To get the expected results, bibliographic research was made, searching for information in books, websites, newspapers, magazines and periodicals. The theoretical framework has as its principal authors: Pearcey, Shaffer, Champlin among others, and also the Holy Bible. It can be stated that the theoretical framework is based on the area of ​​theology that studies emphasizing the Christian worldview. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results were a significant loss in relation to the pillars of Christian morality in Brazil in the last decade.


Keywords: Worldview, Christian, Politics, Modernity, Religion.



INTRODUÇÃO


O Cristianismo e os valores cristãos têm perdido muito espaço, especialmente na última década. É notório que as classes políticas contribuíram para que um grupo minoritário ganhasse força diante de pressões impostas por estes grupos. O risco de o cristianismo perder sua força quanto balizador moral é verificado em todas as classes sociais. Diante da quietude das esferas cristãs a cada dia, os movimentos interessados em deturpar os valores da sociedade avançam. A implantação de uma cosmovisão cristã como referencial ético social é algo necessária, para que os valores éticos não continuem se deturpando. O estudo proposto trata visa abordar o tema a fim de contribuir e alertar a necessidade dos cristãos exercerem cargos públicos que regem as leis civis.
Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, aprofundar na busca pela influência cosmovisão cristã e sua guerra contra os movimentos contrários a seus pilares éticos.
A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não caíamos nas mesmas práticas históricas as quais distanciaram a humanidade dos caminhos da ética e moral.
Busca iluminar a compreensão da cosmovisão cristã e a retrata aos dias atuais, sua contribuição à construção do conhecimento. Assistimos calados aprovação de casamento homo afetivo, aborto e outros temas polêmicos.
O retorno da sociedade a éticas aceitáveis da certa segurança as futuras gerações. O qual pode exercer influência e diferença para os valores cristãos.

1.   COSMOVISÃO

Neste capítulo conceituara o que vem a ser a cosmovisão, suas definições, conceitos e elementos que compõe uma cosmovisão segundo a visão de Blocher. A definição de cosmovisão neste capítulo se detém somente ao termo, não havendo relação com a cosmovisão cristã.

1.1 DEFINIÇÃO
Para início deste estudo temos primeiro que definir o vem a ser cosmovisão. Andrade define como procedente do grego “Komos, mundo; do Latim Visio, visão” definindo como “concepção universal, intuitiva e pré-teórica, que uma pessoa elabora acerca de sua época, do seu mundo e genericamente da vida” (ANDRADE, 2010).
Uma cosmovisão é formada de uma observação ou pressupostos, conceituando e definindo como verdade, aos olhos de quem a fórmula. Na pesquisa de elementos que compõe uma cosmovisão há certa divergência entre números e conceitos. Blocher define em sete pontos destacados a seguir; cosmologia, teologia, antropologia, epistemologia, axiologia, história e destino (BLOCHER, 2008).
O autor tem posições definidas afirmando que toda a cosmovisão tem uma explicação para a origem e natureza do universo. Após, em relação à teologia defende que toda cosmovisão incluindo o ateísmo deve tomar uma posição em relação à natureza e existência de Deus. Quanto a antropologia orienta que devesse estudar a identidade e o valor do ser humano.
A epistemologia deve tratar a natureza e a justificativa para o conhecimento da verdade. Passando pela axiologia, ou seja, a teoria do valor, e ainda ressalta a importância da história lembrando ao padrão e a importância dos eventos históricos. Finalizando como grande parte dos pensadores a teoria do fim o qual conceitua como “destino”.

2.   COSMOVISÃO CRISTÃ

Neste capítulo observaremos onde deve iniciar uma cosmovisão dita cristã e o que se espera dessa cosmovisão, o que ela pode oferecer a sociedade. A cosmovisão cristã deve iniciar no temor de Deus. O cristão como parte integrante de uma cosmovisão universal, não se deve isolar somente em seus conceitos na busca do conhecimento de Deus.

2.1 COSMOVISÃO PELA ÓTICA CRISTÃ
Uma cosmovisão unicamente baseado em nossa linha de pensamento corre o risco de ser uma cosmovisão exclusivista onde o querer mudar outras culturas para nossa maneira de pensar ou agir pode influenciar sistemas, crenças e cultura. A cosmovisão cristã não deve ser aplicada de forma autoritária, pois Jesus Cristo o que nos deu conhecimento da Palavra de Deus, nunca obrigou ninguém a segui-lo. A todos dava a opção da escolha citando em Lucas 9:23 ”E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (ALMEIDA, 1995). Note-se que ele expressa opção de se querer ou não. O cuidado e receio cristão quanto a filosofia e das cosmovisões propostas nos retiram dos meios de conversação. Ilhas filosóficas cristãs têm sido luzes solitárias ao expor o pensamento cristão.
Em tempos remotos o cristianismo atingiu grande parte da humanidade, hoje temos perdido espaço. O cristão como amante do conhecimento deve saber que a filosofia originada do termo filosofia o qual é definido como “amor a sabedoria” (Significado Filosofia, 2016). O cristão tem se importado somente com o seu conhecimento que tem em relação à verdade, a qual defendemos como verdade (Jesus Cristo). A bíblia trata a pessoa que despreza o conhecimento como um tolo em provérbios 1:22 “…E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? ” (ALMEIDA, 1995)
A cosmovisão cristã deve oferecer uma opção a sociedade, contribuir com a formação social, interagindo e apresentando o evangelho como elemento contribuinte a formação social. A igreja tem a responsabilidade de discipular a sociedade sem ser exclusivista, sendo uma opção ética apresentando soluções através de seu conhecimento e conduta. Ferreira afirma que “A cosmovisão cristã provê uma maneira coerente de viver no mundo, abarcando todas as esferas da Criação: da política à educação, passando pelo culto, vida em família, artes e ciência” (FERREIRA, 2006).
 A cosmovisão cristã enfrenta um dilema ao confrontar outras cosmovisões, o qual deve responder as questões levantadas e “identificar a divisão entre o secular e o sagrado” (PEARCEY, 2006). O cristianismo deve-se libertar de sua prisão cultural e interagir, aplicando sua cosmovisão de modo que colabore e aplique sua cosmovisão ao emaranhado de ideias, linhas de pensamentos do homem moderno. Schaeffer afirma que o racionalismo humanista declara o Cristianismo como “não suficiente racional” (SCHAEFFER, 2001).
O humanismo com sua influência tirando Deus de cena e colocando o homem como centro do universo, em seu emaranhado de ideias e linhas de defesa não caberia um Deus com o controle total das ações do homem. Ainda mais um Deus como o do Cristão, o qual o cristianismo declarará ser a verdade absoluta. O papel humanista na história humana foi o descreditar e desconstruir as verdades cristãs. Se nenhuma verdade era absoluta, como poderia então haver uma verdade cristã absoluta.

2.2 DISSOCIAÇÃO
A dissociação da fé contra a racionalidade desperta algumas consequências. Schaeffer aponta quatro consequências diretas; “não se pode ter uma verdadeira moral no mundo real se for feita essa dissociação”  (SCHAEFFER, 2001). Em segundo lugar afirma “é que não se tem uma base adequada para o direito, para a lei”, a teologia cristã, perfazendo assim o seu alijamento a qual eram utilizados como base para a moral e para o direito apontando que o homem moderno repudiou.
 Em terceiro ponto afirma que outra consequência é o problema do malé que tal rejeição põe por terra a solução que se propõe ao problema do mal” não apontando uma solução o qual o cristianismo propõe. Por fim a última consequência “é que sacrificamos nossa possibilidade de evangelizar a verdadeira gente do século vinte no âmbito de seu próprio pensamento” (SCHAEFFER, 2001).
Diante dos fatos expostos o cristianismo pode responder ao racionalismo como opção de resposta ao modernismo, o qual não conseguiu dar uma tranquilidade ao homem moderno em relação as questões levantadas. Pearcey afirma que a abertura oferecida pelos Neo-evangelicos os quais “argumentavam que não são chamados para fugir da cultura circundante, mas para envolve-la” (PEARCEY, 2006). Por esta linha de pensamento o cristão atinge sua meta descrita no Evangelho de Marcos 16:15 “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (ALMEIDA, 1995).
Pearcey levanta ainda uma questão sutil que muitos jovens por não terem sido ensinados a uma cosmovisão bíblica, quando se depara com algo novo abandonam a fé. O cristianismo é uma das únicas religiões que reponde os anseios que pairam na mente humana. Sendo uma religião de respostas, onde a mais difíceis indagação encontra-se respaldo no livro de sua crença.
Segundo Lopes há uma nova visão a respeito do cristianismo na academia afirmando que a ciência e o cristianismo nem sempre tiveram conflitos constantes, mas também cooperação.


3.   RELIGIÃO E POLITICA NA ULTIMA DÉCADA (2006 A 2016)

Nesta secção serão avaliadas porque os valores cristãos foram tanto atacados nesta ultima década, onde valores cristãos foram sendo reprimido pela boca de minorias, e sua consequência ao cristianismo


3.1 PORQUE OS VALORES CRISTÃOS FORAM TANTO ATACADO PELO GOVERNO BRASILEIRO GOVERNADO POR PARTIDOS DE ESQUERDA?
A influência política na última década foi árdua contra os pilares morais do cristianismo no Brasil. Foi uma década de profunda perda moral, onde correntes representativas pelos partidos ditos de esquerda influenciaram e conseguiram algumas vitórias contra os valores cristãos. Pode-se citar o caso do casamento homo afetivo que é veemente contrário aos valores cristãos.
Nossa política recente como fruto de pensamentos Marxistas. Champlin relata que o marxista vê “a religião como o ópio do povo” e ainda afirma que segundo o pensamento marxista a “religião seria um instrumento de opressão, não devendo ser levado a sério como padrão do certo e errado” (CHAMPLIN, 2013). Os partidos de esquerda consideram os pilares o cristianismo como retrógrado, ultrapassado com visão ortodoxa.

“O progresso é essencial em uma sociedade desigual. Segundo a esquerda, ela se despoja de conceitos e filosofias consideradas ultrapassadas, incluindo tradições e a própria religião, que não favorecem mais a sociedade. Apoiam a separação do estado e da igreja, criando um estado laico, não permitindo que a esfera religiosa interfira com assuntos para o bem geral. Na sua maioria não são contra religião, mas não lhe conferem valor político, mas somente valor cultural”. (SOARES, 2014)
      
Se não houver uma mudança do posicionamento cristão, quanto a política, possivelmente nos depararemos com um futuro incerto em relação a nossa fé. As correntes contrárias defendem suas linhas de pensamentos de forma veemente. O desafio enfrentado pelas ideologias cristãs tende a se tornar a cada dia mais difícil. Com o crescimento da bancada evangélica muitos projetos que tentaram ferir os valores cristãos foram derrotados.
A cosmovisão cristã deve atingir a toda a esfera da sociedade, quer seja política, econômica ou social. Se deixarmos as leis que regem nossa religião nas mãos dos que são contra a religião, possivelmente já iniciamos perdendo a luta.

3.2 COSMOVISÃO CRISTÃ. COMO SE DEFENDER DAS LINHAS CONCORRENTES
De acordo com Pearcey se enfrenta desafios ante as linhas contraditórias de pensamentos. Ela aborda sobre a necessidade da preparação desde a juventude para enfrentar os pensamentos divergentes e que esperam uma resposta da cosmovisão cristã. Declara que “o desafio da cosmovisão cristã é superar a divisão severa entre coração e cérebro” (PEARCEY, 2006). Afirma-se que a religião está ligada ao coração, enquanto a ciência está ligada ao cérebro.
Para se defender da contradição, deve-se preparar os jovens para enfrentar estes desafios. Defende que não se pode fazer uma divisão dicotômica entre religião e mundo. O sagrado deve ser inserido em todas as esferas da vida.
Chega a afirmar que “esta dicotomia em nossa mente é a maior barreira para liberar o poder do evangelho por toda a cultura de hoje” (PEARCEY, 2006). Esta dicotomia é observada em todas as esferas governamentais e também na esfera eclesiásticas. No governo como declaração de um estado laico, onde tanto o bem quanto o mal tem o direito de ser representado, perdeu-se o poder da defesa do “moralmente correto”.
Considera-se que todos os lados podem ser bons, não se preocupando mais com a verdade. Hoje tudo é verdade, e com este pensamento o cristianismo perdeu espaço dentro das repartições públicas, escolas e faculdades. Onde condena-se a defesa do cristianismo como verdade. A religião que até então era responsável para a criação de um ser moral, tende a formar uma geração imoral com sua ausência.
A ausência da referência certa e errado, nivela tudo ao mesmo nível, sendo tudo certo. Deixou-se a religião como “preferências pessoais” na esfera particular e conhecimento científico na “esfera pública” (PEARCEY, 2006). A divisão provoca certa dificuldade aos cristãos de se reportar a respeito de um assunto, pois quando se tem um tema polêmico a tratar o cristão normalmente defende a partir do seu ponto de vista moral, mas a oposição afirma que “estamos expressando somente nosso preconceito” (PEARCEY, 2006).
A linha de defesa do pensamento cristão é constantemente atacada, a maioria das vezes com a palavra preconceito. A sociedade não visualiza que há uma visão moral antes da visão religiosa. Quando um assunto é polêmico praticamente quase que todas religiões têm uma visão normalmente parecida na esfera moral. Citamos o caso do aborto, pois praticamente quase todas religiões só autorizam aborto quando há perigo de vida a mãe. Na esfera moral, deduz que é errôneo, enquanto os defensores do aborto atacam as religiões como preconceito e não como moralmente errado.

4.   CONSIDERAÇOES FINAIS

As marcas deixadas destrutivas que atacaram os valores cristãos nesta última década no Brasil foram vergonhosas e desonrosa a sociedade brasileira. A luta de movimentos organizados, alguns movimentos esquerdistas, grupos minoritários fez um grande alarde contra os pilares de moralidade que compõe a sociedade. A dissociação do passado, do coração com a ciência, tem tido interferência ao cristianismo moderno.
 A igreja como uma instituição social moral perdeu espaço, perdendo e aceitando com certa facilidade os grandes embates propostos pelos grupos contrários. Os partidos de esquerdas e suas representações avançaram como nunca na aniquilação dos corredores morais que balizam a sociedade. A cosmovisão cristã foi reprimida e perdeu espaço diante da força política e da própria sociedade. Os movimentos que admiram a linha marxista tendem a ser mais destrutivo ao cristianismo tradicional
O entendimento dos direitos iguais, os quais colocaram o mesmo peso ao politicamente certo e o politicamente errado, deu a chance de o erro prevalecer. Como bases de construção filosóficas, pode se dizer que o diálogo ganhou força, mas diante da moralidade perdeu-se espaço as linhas tradicionais.
O estado como sujeito laico não lutou contra, mas também a classe política nada ajudou, com exceções da bancada evangélica que lutou com suas forças, sendo atacada constantemente como retrógrada, tradicionalista e ortodoxa.
Moralmente foi uma década perdida e cabe ao cristão estar preparado para implantar sua visão cristã e exercer seu papel político e recuperar na sociedade os pilares morais.





5.   Referências

ALMEIDA, J. F. Bíblia de Estudo -Pentecostal - Revista e Corrigida. [S.l.]: Casa Publicadora Das Assembleias de Deus, 1995.
ANDRADE, C. C. Dicionario Teológico - Um Sumplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 19ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD, 2010.
BLOCHER, M. Cosmovisão: Uma Introdução. Monergismo, 2008. Disponivel em: . Acesso em: 11 Julho 2016.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filsofia. 11ª. ed. São Paulo: Hagnos, v. 4, 2013.
FERREIRA, F. Gigantes da fé: espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Vida, 2006.
PEARCEY, N. Verdade Absoluta - Libertando o Cristianismo de seu Cativeiro Cultural. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006.
SCHAEFFER, F. A morte da razão. 8. ed. São José dos Campos: ABu - Fiel, 2001.
SIGNIFICADO Filosofia. significados, 2016. Disponivel em: . Acesso em: 08 Julho 2016.
SOARES, E. A. Esquerda - Centro - Direita. Medium, 2014. Disponivel em: . Acesso em: 13 Julho 2016.



* Graduado em Teologia - Universidade Metodista de São Paulo – Ano 2012
* Pós Graduado - Teologia do Novo Test. Aplicado - Faculdade Teológica Batista do Paraná - 2015
* Programa de Mestrado Faculdades Batista do Paraná – 2016

Teologia da Libertação e a Política


TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO TEOLOGIA INFILTRADA NO CONTEXTO SOCIAL E POLITICO BRASILEIRO – HÁ PREOCUPAÇÃO COM A SALVAÇÃO? 

 Valdirlei Vicente Massola 

 RESUMO 
O presente estudo tem por objetivo trazer reflexão sobre a teologia da libertação com ênfase especial no Brasil e como plano secundário demais países latino-americano. Pela perspectiva da teologia da libertação enfatizando a infiltração desta teologia no contexto social Brasileiro. Buscando a compreensão desta linha teológica e comparando-a a verdade bíblica. Sobre a ênfase da contribuição para alicerçar a fé cristã. Será analisada sua contribuição ou rejeição diante perspectiva salvífica, onde o retorno à verdade inicial proclamada por Jesus é de suma importância tendo como destaque algumas linhas de pensamentos históricos e atuais. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Lopes, Kaiser e Champlin. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda a soteriologia. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados da pesquisa, não necessariamente esta teologia possam ser considerados uma teologia de inclusão, mas sim uma teologia de divisão. Utiliza-se métodos colocando o oprimido como um injustiçado e não levando este ao caminho da salvação. Preocupando-se mais como a vida terrena que a vida eterna. Por fim as consequências que o povo Brasileiro passou com a prática desta teologia aberta a setores e grupos sociais diversos.

Palavras-chave: Teologia – Libertação – Politica – Pobres

LIBERATION THEOLOGY THEOLOGY INFILTRATED THE SOCIAL CONTEXT AND BRAZILIAN POLITICIAN – THERE IS CONCERN ABOUT SALVATION? 

ABSTRACT

This study aims to bring reflection on liberation theology with special emphasis on Brazil and as a secondary plan other Latin American countries. From the perspective of liberation theology emphasizing the infiltration of this theology in the Brazilian social context. Seeking to understand this theological line and comparing it to the biblical truth. On emphasis contribution to consolidate the Christian faith. Consideration will be given their contribution or rejection before saving perspective, where the return to the original truth proclaimed by Jesus is very important with a highlight some lines of historical and current thoughts. To get the expected results, it was made literature, looking for information in books, websites, newspapers, magazines and journals. The theoretical framework has as its principal authors: Lopes, Kaiser and Champlin. It can be stated that the theoretical framework is based on the area of theology that studies soteriology. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results of the research, not necessarily this theology can be considered a theology of inclusion, but a division of theology. Used methods by placing the oppressed as a wronged and not taking this to the path of salvation. Worrying is more like the earthly life to eternal life. Finally the consequences of the Brazilian people passed from the practice of this open theology sectors and different social groups.

Keywords: Theology – Liberation – Politics – Poor

INTRODUÇÃO A teologia da libertação, uma bandeira erguida em meados do século passado, vem tirando o sono de muitos teólogos das correntes ditas tradicionais. Como sua nova abordagem principalmente na visão a respeito dos pobres e oprimidos, há necessidade de discussão a respeito deste assunto. O estudo proposto trata da abordagem desta teologia primeiramente no ponto que tange a salvação e como aspecto secundário a inserção desta teologia como arma de guerra política praticada nos países sul-americanos. Sendo necessária a abordagem para que haja diálogo entre o tradicionalismo e o liberalismo representado pelo movimento da libertação. A história da teologia da libertação será abordada em sua gênese e principais líderes que influenciaram o movimento, bem como a posição da igreja católica, visto que grande parte dos líderes eram de alguma forma ligados a esta instituição. Diante do fato destes líderes pregarem uma salvação que não necessariamente estivesse em concordância com a igreja, iniciaram uma perseguição por estes não atentarem para os pilares de salvação os quais divergiam das diretrizes da igreja. O vaticano percebeu atos de marxismo infiltrando nos movimentos de base, que aproximou do ambiente político. A aproximação deste movimento com a política trouxe degradação nos valores morais e contribuiu negativamente trazendo uma falsa esperança aos envolvidos, onde o direito de propriedade foi se desintegrando, levando o indivíduo inserido na linha de pobreza, a procura o agente acusador o qual levava a estar nesta situação. A política se beneficiou da situação e alcançou os movimentos sindicais o qual deu força aos movimentos sociais. Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, reconstruir aprofundar na busca da compreensão da visão soteriológica da teologia da libertação e ainda, qual foi a consequência que este acarretou a sociedade de forma direta. A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não se caia nas mesmas práticas históricas as quais afetaram de forma direta a humanidade com os movimentos liberais no passado, os quais colhe-se os frutos até nos dias atuais. Busca iluminar a compreensão da ênfase soteriológica e como pano de fundo a abordagem para que houvesse vantagens para infiltração de uma ideologia política, buscando interpretar e detalhar o estudo proposto. Analisaremos a teologia da libertação, a história do movimento, a exclusividade da salvação e a utilização da teologia como instrumento político.

1. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

 Neste capitulo será estudado a história do movimento, onde serão analisados o inicio e a tentativa da teologia de responder as questões referentes ao pobre e oprimido.

1.1 HISTORIA DO MOVIMENTO 

Os primeiros relatos a respeito da teologia da libertação foi aplicada em meados do século XX, tendo alguns nomes que o introduziram, desenvolveram e se destacaram no Brasil e países latinos americanos. Toda teologia como um processo de transformação cultural vai se desenvolvendo, não nascendo pronta, mas desenvolvendo diante das necessidades de resposta que vão surgindo com o desenrolar histórico. Diante da busca de resposta ao pobre e aos problemas sociais, a teologia como resposta tentou inserir uma diretriz em relação aos pobres. Muitos nomes foram responsáveis pelo desenvolvimento do pensamento da Teologia da Libertação. Podemos citar Clodovis Boff, Leonardo Boff, Jose Míges Bonino, Gustavo Gutierrez e muitos outros. A Teologia da Libertação herda a ideia de igualdade, liberdade e fraternidade os quais foram as marcas da Revolução Francesa. Dentro os nomes “Leonardo Boff, nascido em Concórdia – SC, o qual se destacou pela defesa dos pobres e dos excluídos” (BIOGRAFIA E VIDAS ON LINE, 2015). O movimento formado com um fundo do marxismo o qual Champlin relata como “um sincretismo do Evangelho, do racionalismo protestante expresso por Bulttman”. Foi crescendo e tomando vida dentro do seio da igreja católica, sendo promovida por sacerdotes sendo relatada por João Paulo II como uma “sociologia politica”. (CHAMPLIM, 2013, p. 367 - V.6). A preocupação da teologia é tratar qualquer individuo de forma igualitária, distinguindo-se que a hierarquia é necessária. Quando se expressa tratamento de forma igualitária, vem a mente que todas as pessoas devem ser iguais, o que é levado pelas correntes teológicas com ideias marxistas para o campo financeiro da vida das pessoas. Não defendendo a linha de direitos quanto aos bens básicos e necessidade diária de vida. Leva-se especialmente ao campo financeiro, onde por um olhar de esperança o necessitado vê uma possibilidade de melhora, não necessariamente através de seu esforço, mas com uma obrigação social. Então se defende as correntes teológicas baseadas na linha de raciocínio socialista o qual inclui a teologia da libertação, que devido ao sistema de gestão financeiro mundial, há opressão por parte dos mais ricos para com os pobres. A normatização da situação cria um grave problema, sendo que é bem verdade que alguns sistemas oprime, o qual não se pode generalizar. Se há pobreza generalizada em uma região, deve-se primeiro, buscar o que leva estas pessoas a estar nesta situação. Estudo, falta de oportunidade ou mesmo a opressão exercida por algum movimento local ou regional. A teologia como contribuinte a formação do elemento humano, deve-se preocupar com estas ocorrências, buscando junto com a sociologia e filosofia responder as questões que fundamentam soluções. A teologia da libertação procurou dar respostas a estas questões, e foi se desenvolvendo como uma teologia de acusação da opressão, que necessariamente, uma contribuição para que a opressão seja aniquilada. O enfoque é libertar de que? O enfoque bíblico da libertação sempre foi tratado em ambiente espiritual, o qual foi constantemente pregado por Jesus e seus apóstolos. Quanto aos oprimidos, sendo Jesus um deles, por morar em um País onde era dominado pelo império Romano, nunca se levantou com uma palavra de rebelião, e sim com uma palavra de esperança e consolo. Fica evidente que a Teologia de Jesus não enfatizava a vida presente. Como nos tempos de Jesus ele profetizou como esta descrita no livro de João 12:8, “Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão" (ALMEIDA, 1995). Nunca no mundo conseguiu abolir o pobre. Por mais rico que seja o país, e por maior que seja a media mínima do nível salarial, sempre haverá pobreza. Sendo o que altera de uma lugar a outro a magnitude das necessidades precárias a ser resolvidas. A teologia da libertação surge da tentativa e preocupação de alguns lideres da igreja católica romana a dar uma resposta contra a pobreza e miséria. O que normalmente é mascarada com uma promessa de progresso no futuro. Hoje dentro de muitas igrejas evangélicas constata-se o mesmo método, levando os menos favorecidos a pensar na possibilidade de melhora sem nenhum esforço, e sem mudança de conduta diante de Deus. Acredita que “faz parte dos deveres da igreja combater em prol dos direitos humanos, dos pobres e oprimidos” (CHAMPLIM, 2013). A igreja tem o dever de combater a opressão, diminuir as diferenças sociais, levando seus membros a viver a nível de irmãos e trabalhar em prol de uma vida social justa. É visto que a teologia da libertação sempre provocou receios nos meios teológicos. A teologia da libertação por ser um movimento recente alcança nossa geração e merece atenção especial. Parte da teologia, principalmente no Brasil e América Latina foi afetada por este movimento. Teve “surgimento a partir do Concilio do Vaticano II (1962 -1965) ” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014). A teologia da libertação abriu um novo leque teológico, sendo uma teologia proposta ao pobre e a favor do pobre, “tomando como ponto de referência a experiência dos pobres e sua luta por libertação” (GRENS e OLSON, 2013). A preocupação da teologia deve ser como ela contribuirá para implantação do reino de Deus e a salvação dos homens. O caminho da salvação apresentado pela teologia deve ser de inclusão, soma, e para um todo. Pela perspectiva desta teologia, a ênfase a salvação dos pobres, torna-a exclusivista, levando somente parte de pessoas a salvação, beneficiando umas e condenando outras, o que parece injusta. Como descrita pelos idealizadores como “opção pelos pobres” leva ao campo teológico uma sensação de direcionamento, onde busca beneficiar determinada classe social, o qual pode-se criar também uma injustiça aos não pertencentes a esta classe. Em Marcos 6:16 o texto é bem especifico; “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (ALMEIDA, 1995). Se a bíblia for uma fonte para corrente teológica cristã, então verificamos que há algo de errado com a apresentação de uma salvação exclusivista. Vilela afirma que “Ora, a salvação...e não é limitada a um grupo, seja ele político, racial ou social”. (VILELA, 2010)

1.2 EXCLUSIVIDADE DA SALVAÇÃO PELA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO 

A teologia da libertação entre alguns erros cometidos aponta vertentes os quais contradizem os princípios bíblicos onde a salvação está disponível a todos os homens e indica que o pobre tem um lugar especial na doutrina da salvação. Não levando em conta o sacrifício viário de Cristo e o cumprimento dos requisitos para que o mesmo fosse salvo, como uma vida reta diante de Deus, o que anula a perspetiva bíblica. Se o sangue de Jesus foi derramado por todos, e esta teologia beneficia os pobres não por este ser diferente diante de Deus, mas dando a este uma mensagem de esperança. Não levando em conta sua vida de erro e de pecado, pode parecer injustiça, o qual leva-se ao constrangimento de todos os outros que não estão inseridos neste grupo. Cristo se manifestou de forma que fosse alcançado a todos os que cressem nele tivesse a possibilidade de ser salvo, afirmando assim em Marcos 16.16 “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (ALMEIDA, 1995). A condenação aos que não obedecem a palavra de Deus encontraria então uma brecha, que se você for pobre você tem um diferencial em relação a salvação. Crendo nesta maneira a injustiça estaria sendo cometida pelo reino de Deus. Sendo que as condições pré estabelecidas pela crença, fosse então limitada e privilegiada. Camilo afirma alguns pontos balizador da Teologia da Libertação, entre eles o que se destaca a respeito da salvação é que a “salvação como libertação humana como antecipação da salvação em Cristo” (CAMILO, 2014). A teologia da libertação tem-se a preocupação momentânea terrena, colocando-a acima da eterna, que Jesus ensinou. O foco somente na pobreza apresenta como uma teologia carente de discussão. Por detrás da bandeira da irmandade o qual pregam os teólogos da libertação há a bandeira da opressão, assim como os vividos pelos movimentos de direitos recentes organizados especialmente no Brasil. Procura-se através da ideia da opressão que a geração atual pague por algo que não fez, cobrando através da injustiça histórica vivida por grupos minoritários e que a geração presente realize a paga. Como na formação humana e desenrolar da historia a opressão esteve sobre todos os povos de forma direta ou indireta, então todos são vitimas da opressão. Como ressarcir este erro e corrigi-lo de forma a sanar esta divida. No Brasil houve imigração Italiana, Espanhola, Portuguesa e demais nações. Os Italianos sofreram de forma brutal nas antigas lavoura de café, os Africanos como escravos, os índios com a perca da terra e outros que se refugiaram no Brasil vitimas de seus governos situações sociais os quais buscaram neste solo a concretização de um sonho com a perspetiva de uma vida de condição financeira mais favorável. Então por esta perspectiva somos todos oprimidos, todos injustiçados, vitimas de um sistema? Há a defesa da causa própria, com utilizando como arma de ataque bandeiras como preconceito, inclusão, cota universitária e alguns outros. A teologia da libertação utiliza-se destes métodos, os quais quando confrontado, não discute o assunto e se discute tenta impor o pensamento, não levando em conta anos de estudos de grandes teólogos que durou centenas de anos. A verdade que estas injustiças só serão sanadas com a implantação do Reino de Deus na terra como descrito no livro de Apocalipse 21:4, “ Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou" (ALMEIDA, 1995). Pressupostos até então utilizado como verdade, reduzem a zero, iniciando uma nova teologia os quais as “teologias da Europa e América do Norte são simplesmente inadequada” (GRENS e OLSON, 2013), o qual Grens cita como palavra de Guitierrez (GUTIERREZ, 1990). Se uma teologia não serve para pobres de outras regiões, e é confinada apenas a pobres ou pessoas de um determinado local, possivelmente isto representa uma ideologia e não teologia. A não utilização de pressupostos que até então eram utilizados como verdade revela um certo traço de rebeldia contra o sistema teológico. Quanto a preocupação com a pobreza é algo admirável, digno de ser copiado pela teologia atual, no que tange a defesa dos oprimidos, enquanto nos meios protestantes e católicos não vemos tanta ênfase na defesa destas pessoas. Cita Champlin; “Nas denominações protestantes e evangélicas, geralmente por demais preocupados com os aspectos espiritual do cristianismo, pouco se nota deste cuidado; e os grupos mais conservadores parecem ser os menos envolvidos nas questões da caridade e dos atos práticos do amor cristão”. (CHAMPLIM, 2013, p. 374 v.6) É uma grande verdade, pois a igreja moderna tem se esfriado deixando o amor ao necessitado, ignorando as necessidades básicas de seus congregados, não sendo verdadeiros irmãos.

1.3 A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E A IGREJA CATÓLICA

Apesar da teologia da libertação ter berço de formação católico sabe-se que sempre foi um movimento combatido dentro da própria igreja. João Paulo II enfrentou grandes pensadores que defendiam esta teologia. Ratzinger como prefeito do Vaticano encarregado de combater este movimento chegou a afirmar: “A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela” (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A critica desconstrutiva a respeito desta teologia não demora a vir, onde o Vaticano com o intuito de combate-la percebendo seus traços marxistas afirma que esta teologia não pretende acrescentar nada ao que já se tem conhecimento, nenhum novo tratado, mas sim iniciar uma nova teologia não necessariamente em cima dos pressupostos da verdade, tentando formar uma nova ética social na igreja, e procurando dar uma “nova práxis de libertação e pretende constituir-se ela mesmo um guia para esta praxis”. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) O propósito da teologia de inserir a salvação desvinculada ao ministério da igreja levou o Vaticano a olhar esta teologia com desconfiança e Santos afirma. “Tornou-se uma heresia tão grave, que o cardeal Ratzinger...foi obrigado a dar combate sem tréguas a essa perigosa doutrina, que pouco tem de teologia e muito mais de sociologia e ideologia marxista, baseado na luta de classes, politização da fé e esvaziamento do sagrado” (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A igreja católica percebeu o cunho politico associado a esta pseudo teologia, onde o pensamento baseado nos pensamento de Marx estavam inseridos nesta nova teologia. Chegando a afirmar que esta teologia só acusava o pecado social, onde o sistema administrativo governamental era o responsável pela pobreza e opressão do povo. A igreja condenou os pilares desta teologia que preocupava somente com o pão, ou seja a vida material, sem levar em conta a necessidade espiritual do povo, afirmando que a “visão de um melhoramento social sem a regeneração espiritual tem constituído uma tentação à qual sucumbiram, lastimosamente, muitos homens importantes da historia. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010). O perigo que a igreja católica percebia é que a linguagem utilizada de liberdade, onde fala-se constantemente do povo oprimido, levando o pensamento do povo a acreditar piamente em um sistema onde a opressão é culpada de todos os seus problemas, levaria o povo a revolta-se contra todo tipo de hierarquia, como o qual aconteceu recentemente no Brasil. Os direitos dos trabalhadores foram tão vantajosos, que quando se aliou com o aumento de numero de vagas de trabalho, percebeu-se dentro das empresas atos de rebeldia presente. A ideia de vitimização chegou ao seio da sociedade, onde a hierarquização já não deve ser obedecida. A rebeldia do convencimento pelos sindicatos que a força trabalhista tem mais poder do que a empresa que o oprime. A anarquia instalou-se dentro das empresas, instituições estudantis, família, e autoridades, sendo o povo doutrinado por pessoas com ideias socialista vem colocar os que se sentem oprimidos como adversário a tudo que se diz instituição. Se a empresa conseguiu um crescimento, o empregador (sistema opressor) tem obrigação de reparar o “dano” com o funcionário, se a lei for feita é opressão, se a policia tem que agir de forma a controlar vândalos também é opressão. As empresas de pequeno porte foram as que mais sofreram, pois a noção de hierarquia se destituiu-se dentro das organizações. Hoje já com a falta de emprego ocorre o inverso, onde o colaborador com medo de perder o serviço, resolve atender seu superior hierárquico. “Povo torna-se assim um conceito oposto ao de hierarquia e antítese a todas as instituições indicadas como força da opressão. Afinal é o povo que participa da luta de classes; a igreja popular acontece em oposição a igreja hierárquica”. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A desconstrução das hierarquias constituídas destitui e contraria todos os genes de formação da historia humana, desfazendo assim milênios de ensino, princípios inseridos da lei moral no espírito humano, o qual todo ser sabe distinguir em princípios do bem e do mal.

2. TEOLOGIA COMO INSTRUMENTO POLITICO 

 Neste capitulo será abordado o uso da teologia como instrumento colaboração a classe politica, onde partidos usam o movimento para se beneficiar, se promover e criar uma nova mentalidade, da igualdade sem o esforço, mas como uma obrigação social do sistema dito opressor.

2.1 TEOLOGIA E POLÍTICA 

Na América Latina de forma geral, o pensamento marxista associado ao socialismo, expandiu como forma de respostas as perguntas que a teologia tradicional não conseguiu responder. A utilização da religião e do nome de Cristo vem de encontro ao sistema capitalista vigente. A religião ligada ao sistema de governo tenta mudar o sistema, inserindo respostas ao pobre. Não a resposta baseada em princípios éticos bíblicos, mas uma resposta que atenda o anseio dos que se julgam oprimidos Colocando a ideia de igualdade, o qual todos teriam direito também a ter o sustento, mas não necessariamente pelo esforço e sim como um direito. A pobreza então virou um movimento de luta, e seus interesses sociais vão além do direito de autoridade e posse. Não somente o pobre, mas a todo movimento que de alguma forma não se obteve o sucesso esperado, planta-se a ideia de injustiça e opressão. A pessoa que mesmo tendo trabalhado não conseguiu o sucesso esperado, possivelmente é vítima de um sistema opressor, por outro lado se de alguma forma obteve sucesso, ainda assim há culpa por ter tirado este dinheiro de alguém que não conseguiu o sucesso esperado pelo seu esforço. Não se levando em conta que a capacidade dada por Deus, os planos de Deus em cada vida, e cumprimento dos princípios bíblicos para que as bênçãos de Deus se cumpra. A teologia da libertação tentou tirar vantagem de Cristo como um revolucionário, tentando politizar Cristo. Dentre os pontos o qual a Teologia da Libertação aproxima ao Marxismo pode-se citar a fraternidade. O qual é um ponto que o marxismo se apoia, mas a fraternidade que é pregada aos seus semelhantes, não necessariamente é a mesma exigida aos que não fazem parte do movimento. Afirma Champlin; “a fraternidade aplica-se somente aos comunistas. Para os que não são comunistas só há intolerância”. (CHAMPLIM, 2013, p. 151 v.4). A salvação parte-se do mesmo princípio, praticamente estatizando a salvação, olhando pelo prisma da proteção aos excluídos, a mesma se torna elitista, manipulada e direcionada aos de menor poder econômico. A aproximação da teologia com ideias Marxistas baseia a teologia no princípio do socialismo, onde a ideia principal não é dar ao pobre, sendo esta somente a bandeira, mas não a concretização. A formação de uma cultura política contribuiu a formação de movimentos que hoje tiram a paz de parte do povo brasileiro. É visto movimentos como o MST (movimento dos sem-terra), movimento Indígena e movimento Negro e alguns outros. Analisando particularmente o Movimento dos Sem Terra onde nota-se a utilização de um movimento que muitas vezes não beneficia os principais interessados. Leonardo Boff afirma; “A Teologia da Libertação criou uma cultura política, ajudou a formar organizações sociais como o movimento dos Sem Terra, a Pastoral indígena, o movimento Negro e foi fundamental na criação do Partido dos Trabalhadores no Brasil” (BOFF, 2009) As vantagens obtidas por tais movimentos nem sempre beneficiam os principais interessados, mas sendo utilizados por líderes com interesses próprios. É tão grande a influência da Teologia da Libertação na política Sul Americana que Boff cita líderes que se identificaram publicamente com a Teologia da Libertação dentre os quais; Lula (Brasil), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correia (Equador), Hugo Chaves (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai) e outros. Note-se que praticamente todos os líderes que atuaram defendo ideais Marxistas e que também utilizaram a força do pobre em benefícios próprios. Através da manipulação do pobre para que seja massa de opressão para tirar o controle dos ricos e passar ao Estado e se fazendo donos do Estado, não melhorando vidas, mas destruindo o sistema produtivo que abastece o pobre. A grande bandeira teológica e política desta teologia não é o ajuntamento e sim a divisão. Cria-se a ideia que o outro o prejudica, se este outro de alguma forma não aceita sua ideia, a bandeira da hostilização é erguida. Deve-se haver concordância com as ideias, que são mais ditatoriais que democráticas, induzindo o pobre a ver qualquer pessoa que tem mais posse que ele como inimigo, e que este tem obrigação em reparar sua perda. Destitui-se direitos, e deveres não são necessariamente obrigatórios. A utilização da bandeira política pela teologia não a melhora, mas somente é utilizada como arma de manobra. Toda aproximação da política na teologia e sua história, somente quem perdeu foi a teologia. A política sempre vence, pois, a mesma nem sempre se utiliza de métodos escrupulosos como a verdade. Fazendo assim uma parceria entre lobos e ovelhas.

2.2 FORMA DE INFILTRAÇÃO NA SOCIEDADE 

A pergunta que originou este tópico é como se deu a infiltração na sociedade. É visto nos países sul-americanos que a teologia da libertação influenciou o pensamento, moldando a cultura com a finalidade de promover a enculturação da teologia no dia a dia do povo. No Brasil além mentores intelectuais que projetaram esta nova teologia, a sequência do plano era de como alcançar êxito e promove-la de forma que viesse a mudar conceitos que até então era o padrão aceitável pela, logica, ordem e hierarquia. De acordo com Gibellini (GIBELLINI, 1988) citado por Noronha (NORONHA, 2012) a teologia da libertação se resume a três fases ou etapas distintas; “Essas etapas seriam: a preparação, a formulação e sistematização”. Já Leonardo Boff sistematiza em 4 fases, sendo elas; “gestação e gênese, difusão e crescimento, consolidação e por fim revisão e novo impulso” (BOFF, 1996). Alguns outros autores subdividem em outras classificações, que giram em torno da mesma ideia. A gênese é composta das ideias iniciais desta teologia tendo início no Concilio do Vaticano II em 1962, a segunda fase de 1968 a 1975 sendo um período de formulação, em terceiro marcado pela Terceira conferência do Episcopado em Puebla 1979. E por fim o último período iniciado em 1989. Diante destas fases o próximo movimento esperado é uma reavaliação das diretrizes que conduziram os movimentos para a próxima geração. Com a utilização das ideias de Marx de que “a religião serve de aparelho ideológico de legitimação dos poderes dominantes” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014) a religião então seria um meio útil à propagação das ideias Marxistas na igreja e pensamento dos que estavam sujeitos e procurando uma forma de mudança. A forma de propagação destes ideais foram as Comunidades Eclesiásticas de Base, as quais tinham “como objetivo buscar transformar a realidade de determinadas pessoas e suas respectivas comunidades” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014). “As CEBs, por meio da organização dos leigos, das reflexões acerca do cotidiano e dos problemas diários tendo como referência a bíblia, além do apoio de padres e bispos para a mobilização popular, acabaram gerando e/ou apoiando vários movimentos sociais por todo o país, tanto no meio urbano quanto no rural. ” (COSTA, 2014) O apoio a estes movimentos e com a contribuição destes, leva o desinformado a ter a ideia de que tudo o que está inserido, quer seja no trabalho da igreja ou um trabalho social, seja visto de forma de bem. Ou seja, a religião mascara a intenção dos movimentos sociais e os movimentos sociais se beneficiam por já ter um público propenso ao engano por estar com o coração aberto em relação ao que será exposto, e ainda pelo próprio sacerdócio dar credibilidade a mensagem deste movimento. Quando um sacerdote ou a teologia prepara o caminho de abertura a mensagem, fica mais fácil da manipulação de ideias para que se consiga o objetivo final esperado. O consolo esperado pelos oprimidos e a possibilidade da revanche pela injustiça sofrida tem sido arma de ataque destes movimentos sociais, utilizando de táticas de ataques pessoais onde o direito e dever têm sido abolidos. A abordagem de temas até então não discutidos pelos próprios oprimidos tornar este novo modelo, uma arma nas mãos dos até então leigos a respeito do assunto. A busca do problema gerador da pobreza no Brasil, ou em seu cotidiano é plantado o pensamento de que se o povo é oprimido tem que existir alguém que o oprime. A ideia da pobreza não é mais aceitável, então dever-se-ia eleger uma fonte causadora da opressão, que no caso deveria ser os que tem algo a ser tirado. A ideia de conseguir algo de forma mais fácil, que o esforço é mais aceitável, o que torna esta teologia agradável aos olhos dos que buscam favorecimento pelo menor esforço. A constante vitimização do indivíduo tende a tirar sua parcela de culpa de algo não ter dado certo em sua vida, pois é mais fácil tornar-se vítima, que esforçar se para algo. CONSIDERAÇÕES FINAIS As marcas deixadas pela Teologia da Libertação foram grandes em termos progresso. É certo que o zelo dos defensores que luta contra a opressão das classes de menor expressão econômica é valido. E também que o problema da pobreza deve ser resolvido ou pelo menos buscar soluções onde a transformação do ambiente os quais estão inseridos deve-se buscar o fator causador. Sendo o pobre e o oprimido instrumento de cuidado e manipulação dos ditos teólogos que defendem este movimento e dos líderes políticos que se levantam com a bandeira da teologia, mas com ações os quais culminam com interesses pessoais de benefício próprio. Aproximação desta teologia com as classes políticas, tornou uma teologia infantil e ingênua, mas perigosa, sendo utilizadas por pseudos “salvadores” os quais com seus programas político de governo implanta a parte que cabe e coloca homens sérios a defesa de homens maus. A difusão da sociedade como um todo tem seccionado em classes contraditórias. O primeiro passo implantado foi a vitimização do indivíduo, taxando este como um oprimido do sistema. Após a inserção da vitimização o próximo passo é fazer este crer que sua luta é válida, pois quando se crê em sua causa, cria-se força para suportar os ataques. Com esses passos concluídos a divisão social já está praticamente implantada na mente, tornando uma sociedade sectária e deixando a própria sociedade a se opor e brigar pelos seus setores, ou seus ideais. Quem lucra com a divisão de uma sociedade não são necessariamente as partes envolvidas nas lutas, mas somente aos interessados que estão no comando desta luta. Utilizando a política de astúcia, introduz suas ideias na religião e capta as ideias populistas da religião, se disfarçando de religião com interesses contraditórios. A Salvação, pouco discutida aos que defendem este movimento. A salvação é pouco difundida pelo movimento da Teologia da Libertação, quase que nunca mencionado. Esta teologia posiciona a Salvação somente na esfera material, não sendo desenvolvida de forma eficaz. O posicionamento a favor de um lado, também secciona também o plano de Deus ao homem em que diz respeito a comunhão, integridade e totalidade. Torna-se uma teologia exclusivista, tomando partido como dizem seus autores uma opção pelo pobre. Não sendo uma teologia de opção ao ser humano em geral, mas sim somente ao objeto do interesse. A manipulação das classes sociais também é evidenciada, oferecendo esperança de mudança, onde as pessoas que passam por algumas dificuldades normalmente se agarram, numa tentativa de sobrevivência a qualquer custo. Não levando em conta patrimônio de terceiro, hierarquia, ordem e decência. Diversas vezes vê se em redes sociais a utilização de crianças como escudo para que a polícia não restabeleça a ordem e decência. Sendo estes líderes não diferente de terroristas que constantemente circulam vídeos que utilizam crianças a uma causa própria, não levando em consideração a proteção, família, mas somente o interesse pela causa e não pelo todo. A igreja católica que foi um dos berços de utilização para a implantação desta teologia viu-se obrigada a enfrenta-la, visto que esta não respeitava os dogmas da igreja, oferecendo uma salvação de uma forma um tanto estranha a seus princípios e aos princípios bíblicos. A aproximação dos movimentos criados dentro da igreja como as CEB´s aos movimentos sociais, implantou esta ideologia dentro do coração destas classes. Os sindicatos também adotaram estas ideias os quais se faz bandeira de luta, sendo o Brasil um país com aproximadamente 15000 sindicatos (ALMEIDA e CARNEIRO, 2013), os quais são baseados pelos princípios adotados pelas ideias marxistas. Hoje os princípios da teologia da libertação aliado aos princípios Marxistas infiltrou no coração do povo brasileiro, onde a enculturação deste movimento começa a colher seus frutos e também suas consequências. Diante dos fatos expostos neste trabalho, exige-se dos contribuintes as redes de formação teológica, rever, alertar e orientar formadores de opiniões para que estejam atentas as fontes que alimentam a teologia. Fazer teologia é fazer história, fazer má teologia é contribuir negativamente para o avanço moral do homem. Princípios não devem ser alterados, principalmente princípio éticos para que seja feita uma teologia forte, saudável e auxiliadora no processo de formação humana. A parte admirável desta teologia é o cuidado ou pelo menos a tentativa de cuidado com os necessitados, vivendo a dor dos irmãos, procurando alternativa, buscando meios da melhora da vida do cidadão. Utilizou o espaço deixado pela teologia tradicional, onde a busca de tanto conhecimento somente pelo conhecimento esqueceu dos que não tem condição mínima de sobrevivência, não favorecendo cumprindo seu papel diante da simples mensagem do evangelho de Mateus 22:39 “amaras o teu próximo como a ti mesmo”. 

 REFERÊNCIAS 

ALMEIDA, C.; CARNEIRO, L. Com mais de 250 novos sindicatos por ano, Brasil já tem mais de 15 mil entidades. O Globo, 2013. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. 2016. 

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FABER, M. E. E.; SANTOS, G. I. D.; GOULART, J. E. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO: RESISTÊNCIA INTELECTUAL NOS ANOS DE CHUMBO. Historia Livre, 2014. Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2016. GIBELLINI, R. A Teologia do século XX. São Paulo: Loyola, 1988. 

GRENS, J. S.; OLSON, R. E. A Teologia do seculo 20 e os anos críticos do seculo 21. 2ª. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2013. 

GUTIERREZ, G. Teologida de la Liberacion. 14ª. ed. Salamanca: Ediciones Sigueme, 1990. 

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