terça-feira, 11 de julho de 2017

Cosmovisão Cristã e Modernidade - Política e Religião


 COSMOVISÃO CRISTÃ ANTE A MODERNIDADE
POLÍTICA E RELIGIÃO


Valdirlei Vicente Massola *

RESUMO

O presente estudo tem por objetivo elucidar os desafios encontrados pela prática da cosmovisão cristã ante a modernidade. Os valores cristãos que tanto foram deturpados na última década no Brasil levaram a aprovação de diversas leis que contradizem aos valores cristãos. A cosmovisão cristã utilizando seus princípios éticos pode colaborar para uma transformação social. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Pearcey, Shaffer, Champlin entre outros e também a Bíblia Sagrada. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda enfatizando a cosmovisão cristã. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados houve uma perda significativa em relação aos pilares da moralidade cristã no Brasil na última década.


Palavras-chave: Cosmovisão, Cristã, Politica, Modernidade, Religião.


WORLDVIEW CHRISTIAN ANTE MODERNITY
POLITICS AND RELIGION
ABSTRACT
This study aims to elucidate the challenges encountered by the practice of the Christian worldview in the face of modernity. Christian values ​​that both were misrepresented in the last decade in Brazil, led to the adoption of several laws that contradict Christian values ​​. The Christian worldview using its ethical principles can contribute to social transformation. To get the expected results, bibliographic research was made, searching for information in books, websites, newspapers, magazines and periodicals. The theoretical framework has as its principal authors: Pearcey, Shaffer, Champlin among others, and also the Holy Bible. It can be stated that the theoretical framework is based on the area of ​​theology that studies emphasizing the Christian worldview. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results were a significant loss in relation to the pillars of Christian morality in Brazil in the last decade.


Keywords: Worldview, Christian, Politics, Modernity, Religion.



INTRODUÇÃO


O Cristianismo e os valores cristãos têm perdido muito espaço, especialmente na última década. É notório que as classes políticas contribuíram para que um grupo minoritário ganhasse força diante de pressões impostas por estes grupos. O risco de o cristianismo perder sua força quanto balizador moral é verificado em todas as classes sociais. Diante da quietude das esferas cristãs a cada dia, os movimentos interessados em deturpar os valores da sociedade avançam. A implantação de uma cosmovisão cristã como referencial ético social é algo necessária, para que os valores éticos não continuem se deturpando. O estudo proposto trata visa abordar o tema a fim de contribuir e alertar a necessidade dos cristãos exercerem cargos públicos que regem as leis civis.
Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, aprofundar na busca pela influência cosmovisão cristã e sua guerra contra os movimentos contrários a seus pilares éticos.
A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não caíamos nas mesmas práticas históricas as quais distanciaram a humanidade dos caminhos da ética e moral.
Busca iluminar a compreensão da cosmovisão cristã e a retrata aos dias atuais, sua contribuição à construção do conhecimento. Assistimos calados aprovação de casamento homo afetivo, aborto e outros temas polêmicos.
O retorno da sociedade a éticas aceitáveis da certa segurança as futuras gerações. O qual pode exercer influência e diferença para os valores cristãos.

1.   COSMOVISÃO

Neste capítulo conceituara o que vem a ser a cosmovisão, suas definições, conceitos e elementos que compõe uma cosmovisão segundo a visão de Blocher. A definição de cosmovisão neste capítulo se detém somente ao termo, não havendo relação com a cosmovisão cristã.

1.1 DEFINIÇÃO
Para início deste estudo temos primeiro que definir o vem a ser cosmovisão. Andrade define como procedente do grego “Komos, mundo; do Latim Visio, visão” definindo como “concepção universal, intuitiva e pré-teórica, que uma pessoa elabora acerca de sua época, do seu mundo e genericamente da vida” (ANDRADE, 2010).
Uma cosmovisão é formada de uma observação ou pressupostos, conceituando e definindo como verdade, aos olhos de quem a fórmula. Na pesquisa de elementos que compõe uma cosmovisão há certa divergência entre números e conceitos. Blocher define em sete pontos destacados a seguir; cosmologia, teologia, antropologia, epistemologia, axiologia, história e destino (BLOCHER, 2008).
O autor tem posições definidas afirmando que toda a cosmovisão tem uma explicação para a origem e natureza do universo. Após, em relação à teologia defende que toda cosmovisão incluindo o ateísmo deve tomar uma posição em relação à natureza e existência de Deus. Quanto a antropologia orienta que devesse estudar a identidade e o valor do ser humano.
A epistemologia deve tratar a natureza e a justificativa para o conhecimento da verdade. Passando pela axiologia, ou seja, a teoria do valor, e ainda ressalta a importância da história lembrando ao padrão e a importância dos eventos históricos. Finalizando como grande parte dos pensadores a teoria do fim o qual conceitua como “destino”.

2.   COSMOVISÃO CRISTÃ

Neste capítulo observaremos onde deve iniciar uma cosmovisão dita cristã e o que se espera dessa cosmovisão, o que ela pode oferecer a sociedade. A cosmovisão cristã deve iniciar no temor de Deus. O cristão como parte integrante de uma cosmovisão universal, não se deve isolar somente em seus conceitos na busca do conhecimento de Deus.

2.1 COSMOVISÃO PELA ÓTICA CRISTÃ
Uma cosmovisão unicamente baseado em nossa linha de pensamento corre o risco de ser uma cosmovisão exclusivista onde o querer mudar outras culturas para nossa maneira de pensar ou agir pode influenciar sistemas, crenças e cultura. A cosmovisão cristã não deve ser aplicada de forma autoritária, pois Jesus Cristo o que nos deu conhecimento da Palavra de Deus, nunca obrigou ninguém a segui-lo. A todos dava a opção da escolha citando em Lucas 9:23 ”E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (ALMEIDA, 1995). Note-se que ele expressa opção de se querer ou não. O cuidado e receio cristão quanto a filosofia e das cosmovisões propostas nos retiram dos meios de conversação. Ilhas filosóficas cristãs têm sido luzes solitárias ao expor o pensamento cristão.
Em tempos remotos o cristianismo atingiu grande parte da humanidade, hoje temos perdido espaço. O cristão como amante do conhecimento deve saber que a filosofia originada do termo filosofia o qual é definido como “amor a sabedoria” (Significado Filosofia, 2016). O cristão tem se importado somente com o seu conhecimento que tem em relação à verdade, a qual defendemos como verdade (Jesus Cristo). A bíblia trata a pessoa que despreza o conhecimento como um tolo em provérbios 1:22 “…E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? ” (ALMEIDA, 1995)
A cosmovisão cristã deve oferecer uma opção a sociedade, contribuir com a formação social, interagindo e apresentando o evangelho como elemento contribuinte a formação social. A igreja tem a responsabilidade de discipular a sociedade sem ser exclusivista, sendo uma opção ética apresentando soluções através de seu conhecimento e conduta. Ferreira afirma que “A cosmovisão cristã provê uma maneira coerente de viver no mundo, abarcando todas as esferas da Criação: da política à educação, passando pelo culto, vida em família, artes e ciência” (FERREIRA, 2006).
 A cosmovisão cristã enfrenta um dilema ao confrontar outras cosmovisões, o qual deve responder as questões levantadas e “identificar a divisão entre o secular e o sagrado” (PEARCEY, 2006). O cristianismo deve-se libertar de sua prisão cultural e interagir, aplicando sua cosmovisão de modo que colabore e aplique sua cosmovisão ao emaranhado de ideias, linhas de pensamentos do homem moderno. Schaeffer afirma que o racionalismo humanista declara o Cristianismo como “não suficiente racional” (SCHAEFFER, 2001).
O humanismo com sua influência tirando Deus de cena e colocando o homem como centro do universo, em seu emaranhado de ideias e linhas de defesa não caberia um Deus com o controle total das ações do homem. Ainda mais um Deus como o do Cristão, o qual o cristianismo declarará ser a verdade absoluta. O papel humanista na história humana foi o descreditar e desconstruir as verdades cristãs. Se nenhuma verdade era absoluta, como poderia então haver uma verdade cristã absoluta.

2.2 DISSOCIAÇÃO
A dissociação da fé contra a racionalidade desperta algumas consequências. Schaeffer aponta quatro consequências diretas; “não se pode ter uma verdadeira moral no mundo real se for feita essa dissociação”  (SCHAEFFER, 2001). Em segundo lugar afirma “é que não se tem uma base adequada para o direito, para a lei”, a teologia cristã, perfazendo assim o seu alijamento a qual eram utilizados como base para a moral e para o direito apontando que o homem moderno repudiou.
 Em terceiro ponto afirma que outra consequência é o problema do malé que tal rejeição põe por terra a solução que se propõe ao problema do mal” não apontando uma solução o qual o cristianismo propõe. Por fim a última consequência “é que sacrificamos nossa possibilidade de evangelizar a verdadeira gente do século vinte no âmbito de seu próprio pensamento” (SCHAEFFER, 2001).
Diante dos fatos expostos o cristianismo pode responder ao racionalismo como opção de resposta ao modernismo, o qual não conseguiu dar uma tranquilidade ao homem moderno em relação as questões levantadas. Pearcey afirma que a abertura oferecida pelos Neo-evangelicos os quais “argumentavam que não são chamados para fugir da cultura circundante, mas para envolve-la” (PEARCEY, 2006). Por esta linha de pensamento o cristão atinge sua meta descrita no Evangelho de Marcos 16:15 “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” (ALMEIDA, 1995).
Pearcey levanta ainda uma questão sutil que muitos jovens por não terem sido ensinados a uma cosmovisão bíblica, quando se depara com algo novo abandonam a fé. O cristianismo é uma das únicas religiões que reponde os anseios que pairam na mente humana. Sendo uma religião de respostas, onde a mais difíceis indagação encontra-se respaldo no livro de sua crença.
Segundo Lopes há uma nova visão a respeito do cristianismo na academia afirmando que a ciência e o cristianismo nem sempre tiveram conflitos constantes, mas também cooperação.


3.   RELIGIÃO E POLITICA NA ULTIMA DÉCADA (2006 A 2016)

Nesta secção serão avaliadas porque os valores cristãos foram tanto atacados nesta ultima década, onde valores cristãos foram sendo reprimido pela boca de minorias, e sua consequência ao cristianismo


3.1 PORQUE OS VALORES CRISTÃOS FORAM TANTO ATACADO PELO GOVERNO BRASILEIRO GOVERNADO POR PARTIDOS DE ESQUERDA?
A influência política na última década foi árdua contra os pilares morais do cristianismo no Brasil. Foi uma década de profunda perda moral, onde correntes representativas pelos partidos ditos de esquerda influenciaram e conseguiram algumas vitórias contra os valores cristãos. Pode-se citar o caso do casamento homo afetivo que é veemente contrário aos valores cristãos.
Nossa política recente como fruto de pensamentos Marxistas. Champlin relata que o marxista vê “a religião como o ópio do povo” e ainda afirma que segundo o pensamento marxista a “religião seria um instrumento de opressão, não devendo ser levado a sério como padrão do certo e errado” (CHAMPLIN, 2013). Os partidos de esquerda consideram os pilares o cristianismo como retrógrado, ultrapassado com visão ortodoxa.

“O progresso é essencial em uma sociedade desigual. Segundo a esquerda, ela se despoja de conceitos e filosofias consideradas ultrapassadas, incluindo tradições e a própria religião, que não favorecem mais a sociedade. Apoiam a separação do estado e da igreja, criando um estado laico, não permitindo que a esfera religiosa interfira com assuntos para o bem geral. Na sua maioria não são contra religião, mas não lhe conferem valor político, mas somente valor cultural”. (SOARES, 2014)
      
Se não houver uma mudança do posicionamento cristão, quanto a política, possivelmente nos depararemos com um futuro incerto em relação a nossa fé. As correntes contrárias defendem suas linhas de pensamentos de forma veemente. O desafio enfrentado pelas ideologias cristãs tende a se tornar a cada dia mais difícil. Com o crescimento da bancada evangélica muitos projetos que tentaram ferir os valores cristãos foram derrotados.
A cosmovisão cristã deve atingir a toda a esfera da sociedade, quer seja política, econômica ou social. Se deixarmos as leis que regem nossa religião nas mãos dos que são contra a religião, possivelmente já iniciamos perdendo a luta.

3.2 COSMOVISÃO CRISTÃ. COMO SE DEFENDER DAS LINHAS CONCORRENTES
De acordo com Pearcey se enfrenta desafios ante as linhas contraditórias de pensamentos. Ela aborda sobre a necessidade da preparação desde a juventude para enfrentar os pensamentos divergentes e que esperam uma resposta da cosmovisão cristã. Declara que “o desafio da cosmovisão cristã é superar a divisão severa entre coração e cérebro” (PEARCEY, 2006). Afirma-se que a religião está ligada ao coração, enquanto a ciência está ligada ao cérebro.
Para se defender da contradição, deve-se preparar os jovens para enfrentar estes desafios. Defende que não se pode fazer uma divisão dicotômica entre religião e mundo. O sagrado deve ser inserido em todas as esferas da vida.
Chega a afirmar que “esta dicotomia em nossa mente é a maior barreira para liberar o poder do evangelho por toda a cultura de hoje” (PEARCEY, 2006). Esta dicotomia é observada em todas as esferas governamentais e também na esfera eclesiásticas. No governo como declaração de um estado laico, onde tanto o bem quanto o mal tem o direito de ser representado, perdeu-se o poder da defesa do “moralmente correto”.
Considera-se que todos os lados podem ser bons, não se preocupando mais com a verdade. Hoje tudo é verdade, e com este pensamento o cristianismo perdeu espaço dentro das repartições públicas, escolas e faculdades. Onde condena-se a defesa do cristianismo como verdade. A religião que até então era responsável para a criação de um ser moral, tende a formar uma geração imoral com sua ausência.
A ausência da referência certa e errado, nivela tudo ao mesmo nível, sendo tudo certo. Deixou-se a religião como “preferências pessoais” na esfera particular e conhecimento científico na “esfera pública” (PEARCEY, 2006). A divisão provoca certa dificuldade aos cristãos de se reportar a respeito de um assunto, pois quando se tem um tema polêmico a tratar o cristão normalmente defende a partir do seu ponto de vista moral, mas a oposição afirma que “estamos expressando somente nosso preconceito” (PEARCEY, 2006).
A linha de defesa do pensamento cristão é constantemente atacada, a maioria das vezes com a palavra preconceito. A sociedade não visualiza que há uma visão moral antes da visão religiosa. Quando um assunto é polêmico praticamente quase que todas religiões têm uma visão normalmente parecida na esfera moral. Citamos o caso do aborto, pois praticamente quase todas religiões só autorizam aborto quando há perigo de vida a mãe. Na esfera moral, deduz que é errôneo, enquanto os defensores do aborto atacam as religiões como preconceito e não como moralmente errado.

4.   CONSIDERAÇOES FINAIS

As marcas deixadas destrutivas que atacaram os valores cristãos nesta última década no Brasil foram vergonhosas e desonrosa a sociedade brasileira. A luta de movimentos organizados, alguns movimentos esquerdistas, grupos minoritários fez um grande alarde contra os pilares de moralidade que compõe a sociedade. A dissociação do passado, do coração com a ciência, tem tido interferência ao cristianismo moderno.
 A igreja como uma instituição social moral perdeu espaço, perdendo e aceitando com certa facilidade os grandes embates propostos pelos grupos contrários. Os partidos de esquerdas e suas representações avançaram como nunca na aniquilação dos corredores morais que balizam a sociedade. A cosmovisão cristã foi reprimida e perdeu espaço diante da força política e da própria sociedade. Os movimentos que admiram a linha marxista tendem a ser mais destrutivo ao cristianismo tradicional
O entendimento dos direitos iguais, os quais colocaram o mesmo peso ao politicamente certo e o politicamente errado, deu a chance de o erro prevalecer. Como bases de construção filosóficas, pode se dizer que o diálogo ganhou força, mas diante da moralidade perdeu-se espaço as linhas tradicionais.
O estado como sujeito laico não lutou contra, mas também a classe política nada ajudou, com exceções da bancada evangélica que lutou com suas forças, sendo atacada constantemente como retrógrada, tradicionalista e ortodoxa.
Moralmente foi uma década perdida e cabe ao cristão estar preparado para implantar sua visão cristã e exercer seu papel político e recuperar na sociedade os pilares morais.





5.   Referências

ALMEIDA, J. F. Bíblia de Estudo -Pentecostal - Revista e Corrigida. [S.l.]: Casa Publicadora Das Assembleias de Deus, 1995.
ANDRADE, C. C. Dicionario Teológico - Um Sumplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 19ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD, 2010.
BLOCHER, M. Cosmovisão: Uma Introdução. Monergismo, 2008. Disponivel em: . Acesso em: 11 Julho 2016.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopedia de Bíblia, Teologia e Filsofia. 11ª. ed. São Paulo: Hagnos, v. 4, 2013.
FERREIRA, F. Gigantes da fé: espiritualidade e teologia na história da igreja. São Paulo: Vida, 2006.
PEARCEY, N. Verdade Absoluta - Libertando o Cristianismo de seu Cativeiro Cultural. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006.
SCHAEFFER, F. A morte da razão. 8. ed. São José dos Campos: ABu - Fiel, 2001.
SIGNIFICADO Filosofia. significados, 2016. Disponivel em: . Acesso em: 08 Julho 2016.
SOARES, E. A. Esquerda - Centro - Direita. Medium, 2014. Disponivel em: . Acesso em: 13 Julho 2016.



* Graduado em Teologia - Universidade Metodista de São Paulo – Ano 2012
* Pós Graduado - Teologia do Novo Test. Aplicado - Faculdade Teológica Batista do Paraná - 2015
* Programa de Mestrado Faculdades Batista do Paraná – 2016

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