TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
TEOLOGIA INFILTRADA NO CONTEXTO SOCIAL E POLITICO BRASILEIRO – HÁ PREOCUPAÇÃO COM A SALVAÇÃO?
Valdirlei Vicente Massola
RESUMO
O presente estudo tem por objetivo trazer reflexão sobre a teologia da libertação com ênfase especial no Brasil e como plano secundário demais países latino-americano. Pela perspectiva da teologia da libertação enfatizando a infiltração desta teologia no contexto social Brasileiro. Buscando a compreensão desta linha teológica e comparando-a a verdade bíblica. Sobre a ênfase da contribuição para alicerçar a fé cristã. Será analisada sua contribuição ou rejeição diante perspectiva salvífica, onde o retorno à verdade inicial proclamada por Jesus é de suma importância tendo como destaque algumas linhas de pensamentos históricos e atuais. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Lopes, Kaiser e Champlin. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda a soteriologia. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados da pesquisa, não necessariamente esta teologia possam ser considerados uma teologia de inclusão, mas sim uma teologia de divisão. Utiliza-se métodos colocando o oprimido como um injustiçado e não levando este ao caminho da salvação. Preocupando-se mais como a vida terrena que a vida eterna. Por fim as consequências que o povo Brasileiro passou com a prática desta teologia aberta a setores e grupos sociais diversos.
Palavras-chave: Teologia – Libertação – Politica – Pobres
LIBERATION THEOLOGY
THEOLOGY INFILTRATED THE SOCIAL CONTEXT AND BRAZILIAN POLITICIAN – THERE IS CONCERN ABOUT SALVATION?
ABSTRACT
This study aims to bring reflection on liberation theology with special emphasis on Brazil and as a secondary plan other Latin American countries. From the perspective of liberation theology emphasizing the infiltration of this theology in the Brazilian social context. Seeking to understand this theological line and comparing it to the biblical truth. On emphasis contribution to consolidate the Christian faith. Consideration will be given their contribution or rejection before saving perspective, where the return to the original truth proclaimed by Jesus is very important with a highlight some lines of historical and current thoughts. To get the expected results, it was made literature, looking for information in books, websites, newspapers, magazines and journals. The theoretical framework has as its principal authors: Lopes, Kaiser and Champlin. It can be stated that the theoretical framework is based on the area of theology that studies soteriology. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results of the research, not necessarily this theology can be considered a theology of inclusion, but a division of theology. Used methods by placing the oppressed as a wronged and not taking this to the path of salvation. Worrying is more like the earthly life to eternal life. Finally the consequences of the Brazilian people passed from the practice of this open theology sectors and different social groups.
Keywords: Theology – Liberation – Politics – Poor
INTRODUÇÃO A teologia da libertação, uma bandeira erguida em meados do século passado, vem tirando o sono de muitos teólogos das correntes ditas tradicionais. Como sua nova abordagem principalmente na visão a respeito dos pobres e oprimidos, há necessidade de discussão a respeito deste assunto. O estudo proposto trata da abordagem desta teologia primeiramente no ponto que tange a salvação e como aspecto secundário a inserção desta teologia como arma de guerra política praticada nos países sul-americanos. Sendo necessária a abordagem para que haja diálogo entre o tradicionalismo e o liberalismo representado pelo movimento da libertação. A história da teologia da libertação será abordada em sua gênese e principais líderes que influenciaram o movimento, bem como a posição da igreja católica, visto que grande parte dos líderes eram de alguma forma ligados a esta instituição. Diante do fato destes líderes pregarem uma salvação que não necessariamente estivesse em concordância com a igreja, iniciaram uma perseguição por estes não atentarem para os pilares de salvação os quais divergiam das diretrizes da igreja. O vaticano percebeu atos de marxismo infiltrando nos movimentos de base, que aproximou do ambiente político. A aproximação deste movimento com a política trouxe degradação nos valores morais e contribuiu negativamente trazendo uma falsa esperança aos envolvidos, onde o direito de propriedade foi se desintegrando, levando o indivíduo inserido na linha de pobreza, a procura o agente acusador o qual levava a estar nesta situação. A política se beneficiou da situação e alcançou os movimentos sindicais o qual deu força aos movimentos sociais. Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, reconstruir aprofundar na busca da compreensão da visão soteriológica da teologia da libertação e ainda, qual foi a consequência que este acarretou a sociedade de forma direta. A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não se caia nas mesmas práticas históricas as quais afetaram de forma direta a humanidade com os movimentos liberais no passado, os quais colhe-se os frutos até nos dias atuais. Busca iluminar a compreensão da ênfase soteriológica e como pano de fundo a abordagem para que houvesse vantagens para infiltração de uma ideologia política, buscando interpretar e detalhar o estudo proposto. Analisaremos a teologia da libertação, a história do movimento, a exclusividade da salvação e a utilização da teologia como instrumento político.
1. TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
Neste capitulo será estudado a história do movimento, onde serão analisados o inicio e a tentativa da teologia de responder as questões referentes ao pobre e oprimido.
1.1 HISTORIA DO MOVIMENTO
Os primeiros relatos a respeito da teologia da libertação foi aplicada em meados do século XX, tendo alguns nomes que o introduziram, desenvolveram e se destacaram no Brasil e países latinos americanos. Toda teologia como um processo de transformação cultural vai se desenvolvendo, não nascendo pronta, mas desenvolvendo diante das necessidades de resposta que vão surgindo com o desenrolar histórico. Diante da busca de resposta ao pobre e aos problemas sociais, a teologia como resposta tentou inserir uma diretriz em relação aos pobres. Muitos nomes foram responsáveis pelo desenvolvimento do pensamento da Teologia da Libertação. Podemos citar Clodovis Boff, Leonardo Boff, Jose Míges Bonino, Gustavo Gutierrez e muitos outros. A Teologia da Libertação herda a ideia de igualdade, liberdade e fraternidade os quais foram as marcas da Revolução Francesa. Dentro os nomes “Leonardo Boff, nascido em Concórdia – SC, o qual se destacou pela defesa dos pobres e dos excluídos” (BIOGRAFIA E VIDAS ON LINE, 2015). O movimento formado com um fundo do marxismo o qual Champlin relata como “um sincretismo do Evangelho, do racionalismo protestante expresso por Bulttman”. Foi crescendo e tomando vida dentro do seio da igreja católica, sendo promovida por sacerdotes sendo relatada por João Paulo II como uma “sociologia politica”. (CHAMPLIM, 2013, p. 367 - V.6). A preocupação da teologia é tratar qualquer individuo de forma igualitária, distinguindo-se que a hierarquia é necessária. Quando se expressa tratamento de forma igualitária, vem a mente que todas as pessoas devem ser iguais, o que é levado pelas correntes teológicas com ideias marxistas para o campo financeiro da vida das pessoas. Não defendendo a linha de direitos quanto aos bens básicos e necessidade diária de vida. Leva-se especialmente ao campo financeiro, onde por um olhar de esperança o necessitado vê uma possibilidade de melhora, não necessariamente através de seu esforço, mas com uma obrigação social. Então se defende as correntes teológicas baseadas na linha de raciocínio socialista o qual inclui a teologia da libertação, que devido ao sistema de gestão financeiro mundial, há opressão por parte dos mais ricos para com os pobres. A normatização da situação cria um grave problema, sendo que é bem verdade que alguns sistemas oprime, o qual não se pode generalizar. Se há pobreza generalizada em uma região, deve-se primeiro, buscar o que leva estas pessoas a estar nesta situação. Estudo, falta de oportunidade ou mesmo a opressão exercida por algum movimento local ou regional. A teologia como contribuinte a formação do elemento humano, deve-se preocupar com estas ocorrências, buscando junto com a sociologia e filosofia responder as questões que fundamentam soluções. A teologia da libertação procurou dar respostas a estas questões, e foi se desenvolvendo como uma teologia de acusação da opressão, que necessariamente, uma contribuição para que a opressão seja aniquilada. O enfoque é libertar de que? O enfoque bíblico da libertação sempre foi tratado em ambiente espiritual, o qual foi constantemente pregado por Jesus e seus apóstolos. Quanto aos oprimidos, sendo Jesus um deles, por morar em um País onde era dominado pelo império Romano, nunca se levantou com uma palavra de rebelião, e sim com uma palavra de esperança e consolo. Fica evidente que a Teologia de Jesus não enfatizava a vida presente. Como nos tempos de Jesus ele profetizou como esta descrita no livro de João 12:8, “Pois os pobres vocês sempre terão consigo, mas a mim vocês nem sempre terão" (ALMEIDA, 1995). Nunca no mundo conseguiu abolir o pobre. Por mais rico que seja o país, e por maior que seja a media mínima do nível salarial, sempre haverá pobreza. Sendo o que altera de uma lugar a outro a magnitude das necessidades precárias a ser resolvidas. A teologia da libertação surge da tentativa e preocupação de alguns lideres da igreja católica romana a dar uma resposta contra a pobreza e miséria. O que normalmente é mascarada com uma promessa de progresso no futuro. Hoje dentro de muitas igrejas evangélicas constata-se o mesmo método, levando os menos favorecidos a pensar na possibilidade de melhora sem nenhum esforço, e sem mudança de conduta diante de Deus. Acredita que “faz parte dos deveres da igreja combater em prol dos direitos humanos, dos pobres e oprimidos” (CHAMPLIM, 2013). A igreja tem o dever de combater a opressão, diminuir as diferenças sociais, levando seus membros a viver a nível de irmãos e trabalhar em prol de uma vida social justa. É visto que a teologia da libertação sempre provocou receios nos meios teológicos. A teologia da libertação por ser um movimento recente alcança nossa geração e merece atenção especial. Parte da teologia, principalmente no Brasil e América Latina foi afetada por este movimento. Teve “surgimento a partir do Concilio do Vaticano II (1962 -1965) ” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014). A teologia da libertação abriu um novo leque teológico, sendo uma teologia proposta ao pobre e a favor do pobre, “tomando como ponto de referência a experiência dos pobres e sua luta por libertação” (GRENS e OLSON, 2013). A preocupação da teologia deve ser como ela contribuirá para implantação do reino de Deus e a salvação dos homens. O caminho da salvação apresentado pela teologia deve ser de inclusão, soma, e para um todo. Pela perspectiva desta teologia, a ênfase a salvação dos pobres, torna-a exclusivista, levando somente parte de pessoas a salvação, beneficiando umas e condenando outras, o que parece injusta. Como descrita pelos idealizadores como “opção pelos pobres” leva ao campo teológico uma sensação de direcionamento, onde busca beneficiar determinada classe social, o qual pode-se criar também uma injustiça aos não pertencentes a esta classe. Em Marcos 6:16 o texto é bem especifico; “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (ALMEIDA, 1995). Se a bíblia for uma fonte para corrente teológica cristã, então verificamos que há algo de errado com a apresentação de uma salvação exclusivista. Vilela afirma que “Ora, a salvação...e não é limitada a um grupo, seja ele político, racial ou social”. (VILELA, 2010)
1.2 EXCLUSIVIDADE DA SALVAÇÃO PELA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
A teologia da libertação entre alguns erros cometidos aponta vertentes os quais contradizem os princípios bíblicos onde a salvação está disponível a todos os homens e indica que o pobre tem um lugar especial na doutrina da salvação. Não levando em conta o sacrifício viário de Cristo e o cumprimento dos requisitos para que o mesmo fosse salvo, como uma vida reta diante de Deus, o que anula a perspetiva bíblica. Se o sangue de Jesus foi derramado por todos, e esta teologia beneficia os pobres não por este ser diferente diante de Deus, mas dando a este uma mensagem de esperança. Não levando em conta sua vida de erro e de pecado, pode parecer injustiça, o qual leva-se ao constrangimento de todos os outros que não estão inseridos neste grupo. Cristo se manifestou de forma que fosse alcançado a todos os que cressem nele tivesse a possibilidade de ser salvo, afirmando assim em Marcos 16.16 “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (ALMEIDA, 1995). A condenação aos que não obedecem a palavra de Deus encontraria então uma brecha, que se você for pobre você tem um diferencial em relação a salvação. Crendo nesta maneira a injustiça estaria sendo cometida pelo reino de Deus. Sendo que as condições pré estabelecidas pela crença, fosse então limitada e privilegiada. Camilo afirma alguns pontos balizador da Teologia da Libertação, entre eles o que se destaca a respeito da salvação é que a “salvação como libertação humana como antecipação da salvação em Cristo” (CAMILO, 2014). A teologia da libertação tem-se a preocupação momentânea terrena, colocando-a acima da eterna, que Jesus ensinou. O foco somente na pobreza apresenta como uma teologia carente de discussão. Por detrás da bandeira da irmandade o qual pregam os teólogos da libertação há a bandeira da opressão, assim como os vividos pelos movimentos de direitos recentes organizados especialmente no Brasil. Procura-se através da ideia da opressão que a geração atual pague por algo que não fez, cobrando através da injustiça histórica vivida por grupos minoritários e que a geração presente realize a paga. Como na formação humana e desenrolar da historia a opressão esteve sobre todos os povos de forma direta ou indireta, então todos são vitimas da opressão. Como ressarcir este erro e corrigi-lo de forma a sanar esta divida. No Brasil houve imigração Italiana, Espanhola, Portuguesa e demais nações. Os Italianos sofreram de forma brutal nas antigas lavoura de café, os Africanos como escravos, os índios com a perca da terra e outros que se refugiaram no Brasil vitimas de seus governos situações sociais os quais buscaram neste solo a concretização de um sonho com a perspetiva de uma vida de condição financeira mais favorável. Então por esta perspectiva somos todos oprimidos, todos injustiçados, vitimas de um sistema? Há a defesa da causa própria, com utilizando como arma de ataque bandeiras como preconceito, inclusão, cota universitária e alguns outros. A teologia da libertação utiliza-se destes métodos, os quais quando confrontado, não discute o assunto e se discute tenta impor o pensamento, não levando em conta anos de estudos de grandes teólogos que durou centenas de anos. A verdade que estas injustiças só serão sanadas com a implantação do Reino de Deus na terra como descrito no livro de Apocalipse 21:4, “ Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou" (ALMEIDA, 1995). Pressupostos até então utilizado como verdade, reduzem a zero, iniciando uma nova teologia os quais as “teologias da Europa e América do Norte são simplesmente inadequada” (GRENS e OLSON, 2013), o qual Grens cita como palavra de Guitierrez (GUTIERREZ, 1990). Se uma teologia não serve para pobres de outras regiões, e é confinada apenas a pobres ou pessoas de um determinado local, possivelmente isto representa uma ideologia e não teologia. A não utilização de pressupostos que até então eram utilizados como verdade revela um certo traço de rebeldia contra o sistema teológico. Quanto a preocupação com a pobreza é algo admirável, digno de ser copiado pela teologia atual, no que tange a defesa dos oprimidos, enquanto nos meios protestantes e católicos não vemos tanta ênfase na defesa destas pessoas. Cita Champlin; “Nas denominações protestantes e evangélicas, geralmente por demais preocupados com os aspectos espiritual do cristianismo, pouco se nota deste cuidado; e os grupos mais conservadores parecem ser os menos envolvidos nas questões da caridade e dos atos práticos do amor cristão”. (CHAMPLIM, 2013, p. 374 v.6) É uma grande verdade, pois a igreja moderna tem se esfriado deixando o amor ao necessitado, ignorando as necessidades básicas de seus congregados, não sendo verdadeiros irmãos.
1.3 A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO E A IGREJA CATÓLICA
Apesar da teologia da libertação ter berço de formação católico sabe-se que sempre foi um movimento combatido dentro da própria igreja. João Paulo II enfrentou grandes pensadores que defendiam esta teologia. Ratzinger como prefeito do Vaticano encarregado de combater este movimento chegou a afirmar: “A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela” (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A critica desconstrutiva a respeito desta teologia não demora a vir, onde o Vaticano com o intuito de combate-la percebendo seus traços marxistas afirma que esta teologia não pretende acrescentar nada ao que já se tem conhecimento, nenhum novo tratado, mas sim iniciar uma nova teologia não necessariamente em cima dos pressupostos da verdade, tentando formar uma nova ética social na igreja, e procurando dar uma “nova práxis de libertação e pretende constituir-se ela mesmo um guia para esta praxis”. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) O propósito da teologia de inserir a salvação desvinculada ao ministério da igreja levou o Vaticano a olhar esta teologia com desconfiança e Santos afirma. “Tornou-se uma heresia tão grave, que o cardeal Ratzinger...foi obrigado a dar combate sem tréguas a essa perigosa doutrina, que pouco tem de teologia e muito mais de sociologia e ideologia marxista, baseado na luta de classes, politização da fé e esvaziamento do sagrado” (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A igreja católica percebeu o cunho politico associado a esta pseudo teologia, onde o pensamento baseado nos pensamento de Marx estavam inseridos nesta nova teologia. Chegando a afirmar que esta teologia só acusava o pecado social, onde o sistema administrativo governamental era o responsável pela pobreza e opressão do povo. A igreja condenou os pilares desta teologia que preocupava somente com o pão, ou seja a vida material, sem levar em conta a necessidade espiritual do povo, afirmando que a “visão de um melhoramento social sem a regeneração espiritual tem constituído uma tentação à qual sucumbiram, lastimosamente, muitos homens importantes da historia. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010). O perigo que a igreja católica percebia é que a linguagem utilizada de liberdade, onde fala-se constantemente do povo oprimido, levando o pensamento do povo a acreditar piamente em um sistema onde a opressão é culpada de todos os seus problemas, levaria o povo a revolta-se contra todo tipo de hierarquia, como o qual aconteceu recentemente no Brasil. Os direitos dos trabalhadores foram tão vantajosos, que quando se aliou com o aumento de numero de vagas de trabalho, percebeu-se dentro das empresas atos de rebeldia presente. A ideia de vitimização chegou ao seio da sociedade, onde a hierarquização já não deve ser obedecida. A rebeldia do convencimento pelos sindicatos que a força trabalhista tem mais poder do que a empresa que o oprime. A anarquia instalou-se dentro das empresas, instituições estudantis, família, e autoridades, sendo o povo doutrinado por pessoas com ideias socialista vem colocar os que se sentem oprimidos como adversário a tudo que se diz instituição. Se a empresa conseguiu um crescimento, o empregador (sistema opressor) tem obrigação de reparar o “dano” com o funcionário, se a lei for feita é opressão, se a policia tem que agir de forma a controlar vândalos também é opressão. As empresas de pequeno porte foram as que mais sofreram, pois a noção de hierarquia se destituiu-se dentro das organizações. Hoje já com a falta de emprego ocorre o inverso, onde o colaborador com medo de perder o serviço, resolve atender seu superior hierárquico. “Povo torna-se assim um conceito oposto ao de hierarquia e antítese a todas as instituições indicadas como força da opressão. Afinal é o povo que participa da luta de classes; a igreja popular acontece em oposição a igreja hierárquica”. (ZAVALA, SANTOS, et al., 2010) A desconstrução das hierarquias constituídas destitui e contraria todos os genes de formação da historia humana, desfazendo assim milênios de ensino, princípios inseridos da lei moral no espírito humano, o qual todo ser sabe distinguir em princípios do bem e do mal.
2. TEOLOGIA COMO INSTRUMENTO POLITICO
Neste capitulo será abordado o uso da teologia como instrumento colaboração a classe politica, onde partidos usam o movimento para se beneficiar, se promover e criar uma nova mentalidade, da igualdade sem o esforço, mas como uma obrigação social do sistema dito opressor.
2.1 TEOLOGIA E POLÍTICA
Na América Latina de forma geral, o pensamento marxista associado ao socialismo, expandiu como forma de respostas as perguntas que a teologia tradicional não conseguiu responder. A utilização da religião e do nome de Cristo vem de encontro ao sistema capitalista vigente. A religião ligada ao sistema de governo tenta mudar o sistema, inserindo respostas ao pobre. Não a resposta baseada em princípios éticos bíblicos, mas uma resposta que atenda o anseio dos que se julgam oprimidos Colocando a ideia de igualdade, o qual todos teriam direito também a ter o sustento, mas não necessariamente pelo esforço e sim como um direito. A pobreza então virou um movimento de luta, e seus interesses sociais vão além do direito de autoridade e posse. Não somente o pobre, mas a todo movimento que de alguma forma não se obteve o sucesso esperado, planta-se a ideia de injustiça e opressão. A pessoa que mesmo tendo trabalhado não conseguiu o sucesso esperado, possivelmente é vítima de um sistema opressor, por outro lado se de alguma forma obteve sucesso, ainda assim há culpa por ter tirado este dinheiro de alguém que não conseguiu o sucesso esperado pelo seu esforço. Não se levando em conta que a capacidade dada por Deus, os planos de Deus em cada vida, e cumprimento dos princípios bíblicos para que as bênçãos de Deus se cumpra. A teologia da libertação tentou tirar vantagem de Cristo como um revolucionário, tentando politizar Cristo. Dentre os pontos o qual a Teologia da Libertação aproxima ao Marxismo pode-se citar a fraternidade. O qual é um ponto que o marxismo se apoia, mas a fraternidade que é pregada aos seus semelhantes, não necessariamente é a mesma exigida aos que não fazem parte do movimento. Afirma Champlin; “a fraternidade aplica-se somente aos comunistas. Para os que não são comunistas só há intolerância”. (CHAMPLIM, 2013, p. 151 v.4). A salvação parte-se do mesmo princípio, praticamente estatizando a salvação, olhando pelo prisma da proteção aos excluídos, a mesma se torna elitista, manipulada e direcionada aos de menor poder econômico. A aproximação da teologia com ideias Marxistas baseia a teologia no princípio do socialismo, onde a ideia principal não é dar ao pobre, sendo esta somente a bandeira, mas não a concretização. A formação de uma cultura política contribuiu a formação de movimentos que hoje tiram a paz de parte do povo brasileiro. É visto movimentos como o MST (movimento dos sem-terra), movimento Indígena e movimento Negro e alguns outros. Analisando particularmente o Movimento dos Sem Terra onde nota-se a utilização de um movimento que muitas vezes não beneficia os principais interessados. Leonardo Boff afirma; “A Teologia da Libertação criou uma cultura política, ajudou a formar organizações sociais como o movimento dos Sem Terra, a Pastoral indígena, o movimento Negro e foi fundamental na criação do Partido dos Trabalhadores no Brasil” (BOFF, 2009) As vantagens obtidas por tais movimentos nem sempre beneficiam os principais interessados, mas sendo utilizados por líderes com interesses próprios. É tão grande a influência da Teologia da Libertação na política Sul Americana que Boff cita líderes que se identificaram publicamente com a Teologia da Libertação dentre os quais; Lula (Brasil), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correia (Equador), Hugo Chaves (Venezuela), Fernando Lugo (Paraguai) e outros. Note-se que praticamente todos os líderes que atuaram defendo ideais Marxistas e que também utilizaram a força do pobre em benefícios próprios. Através da manipulação do pobre para que seja massa de opressão para tirar o controle dos ricos e passar ao Estado e se fazendo donos do Estado, não melhorando vidas, mas destruindo o sistema produtivo que abastece o pobre. A grande bandeira teológica e política desta teologia não é o ajuntamento e sim a divisão. Cria-se a ideia que o outro o prejudica, se este outro de alguma forma não aceita sua ideia, a bandeira da hostilização é erguida. Deve-se haver concordância com as ideias, que são mais ditatoriais que democráticas, induzindo o pobre a ver qualquer pessoa que tem mais posse que ele como inimigo, e que este tem obrigação em reparar sua perda. Destitui-se direitos, e deveres não são necessariamente obrigatórios. A utilização da bandeira política pela teologia não a melhora, mas somente é utilizada como arma de manobra. Toda aproximação da política na teologia e sua história, somente quem perdeu foi a teologia. A política sempre vence, pois, a mesma nem sempre se utiliza de métodos escrupulosos como a verdade. Fazendo assim uma parceria entre lobos e ovelhas.
2.2 FORMA DE INFILTRAÇÃO NA SOCIEDADE
A pergunta que originou este tópico é como se deu a infiltração na sociedade. É visto nos países sul-americanos que a teologia da libertação influenciou o pensamento, moldando a cultura com a finalidade de promover a enculturação da teologia no dia a dia do povo. No Brasil além mentores intelectuais que projetaram esta nova teologia, a sequência do plano era de como alcançar êxito e promove-la de forma que viesse a mudar conceitos que até então era o padrão aceitável pela, logica, ordem e hierarquia. De acordo com Gibellini (GIBELLINI, 1988) citado por Noronha (NORONHA, 2012) a teologia da libertação se resume a três fases ou etapas distintas; “Essas etapas seriam: a preparação, a formulação e sistematização”. Já Leonardo Boff sistematiza em 4 fases, sendo elas; “gestação e gênese, difusão e crescimento, consolidação e por fim revisão e novo impulso” (BOFF, 1996). Alguns outros autores subdividem em outras classificações, que giram em torno da mesma ideia. A gênese é composta das ideias iniciais desta teologia tendo início no Concilio do Vaticano II em 1962, a segunda fase de 1968 a 1975 sendo um período de formulação, em terceiro marcado pela Terceira conferência do Episcopado em Puebla 1979. E por fim o último período iniciado em 1989. Diante destas fases o próximo movimento esperado é uma reavaliação das diretrizes que conduziram os movimentos para a próxima geração. Com a utilização das ideias de Marx de que “a religião serve de aparelho ideológico de legitimação dos poderes dominantes” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014) a religião então seria um meio útil à propagação das ideias Marxistas na igreja e pensamento dos que estavam sujeitos e procurando uma forma de mudança. A forma de propagação destes ideais foram as Comunidades Eclesiásticas de Base, as quais tinham “como objetivo buscar transformar a realidade de determinadas pessoas e suas respectivas comunidades” (FABER, SANTOS e GOULART, 2014). “As CEBs, por meio da organização dos leigos, das reflexões acerca do cotidiano e dos problemas diários tendo como referência a bíblia, além do apoio de padres e bispos para a mobilização popular, acabaram gerando e/ou apoiando vários movimentos sociais por todo o país, tanto no meio urbano quanto no rural. ” (COSTA, 2014) O apoio a estes movimentos e com a contribuição destes, leva o desinformado a ter a ideia de que tudo o que está inserido, quer seja no trabalho da igreja ou um trabalho social, seja visto de forma de bem. Ou seja, a religião mascara a intenção dos movimentos sociais e os movimentos sociais se beneficiam por já ter um público propenso ao engano por estar com o coração aberto em relação ao que será exposto, e ainda pelo próprio sacerdócio dar credibilidade a mensagem deste movimento. Quando um sacerdote ou a teologia prepara o caminho de abertura a mensagem, fica mais fácil da manipulação de ideias para que se consiga o objetivo final esperado. O consolo esperado pelos oprimidos e a possibilidade da revanche pela injustiça sofrida tem sido arma de ataque destes movimentos sociais, utilizando de táticas de ataques pessoais onde o direito e dever têm sido abolidos. A abordagem de temas até então não discutidos pelos próprios oprimidos tornar este novo modelo, uma arma nas mãos dos até então leigos a respeito do assunto. A busca do problema gerador da pobreza no Brasil, ou em seu cotidiano é plantado o pensamento de que se o povo é oprimido tem que existir alguém que o oprime. A ideia da pobreza não é mais aceitável, então dever-se-ia eleger uma fonte causadora da opressão, que no caso deveria ser os que tem algo a ser tirado. A ideia de conseguir algo de forma mais fácil, que o esforço é mais aceitável, o que torna esta teologia agradável aos olhos dos que buscam favorecimento pelo menor esforço. A constante vitimização do indivíduo tende a tirar sua parcela de culpa de algo não ter dado certo em sua vida, pois é mais fácil tornar-se vítima, que esforçar se para algo. CONSIDERAÇÕES FINAIS As marcas deixadas pela Teologia da Libertação foram grandes em termos progresso. É certo que o zelo dos defensores que luta contra a opressão das classes de menor expressão econômica é valido. E também que o problema da pobreza deve ser resolvido ou pelo menos buscar soluções onde a transformação do ambiente os quais estão inseridos deve-se buscar o fator causador. Sendo o pobre e o oprimido instrumento de cuidado e manipulação dos ditos teólogos que defendem este movimento e dos líderes políticos que se levantam com a bandeira da teologia, mas com ações os quais culminam com interesses pessoais de benefício próprio. Aproximação desta teologia com as classes políticas, tornou uma teologia infantil e ingênua, mas perigosa, sendo utilizadas por pseudos “salvadores” os quais com seus programas político de governo implanta a parte que cabe e coloca homens sérios a defesa de homens maus. A difusão da sociedade como um todo tem seccionado em classes contraditórias. O primeiro passo implantado foi a vitimização do indivíduo, taxando este como um oprimido do sistema. Após a inserção da vitimização o próximo passo é fazer este crer que sua luta é válida, pois quando se crê em sua causa, cria-se força para suportar os ataques. Com esses passos concluídos a divisão social já está praticamente implantada na mente, tornando uma sociedade sectária e deixando a própria sociedade a se opor e brigar pelos seus setores, ou seus ideais. Quem lucra com a divisão de uma sociedade não são necessariamente as partes envolvidas nas lutas, mas somente aos interessados que estão no comando desta luta. Utilizando a política de astúcia, introduz suas ideias na religião e capta as ideias populistas da religião, se disfarçando de religião com interesses contraditórios. A Salvação, pouco discutida aos que defendem este movimento. A salvação é pouco difundida pelo movimento da Teologia da Libertação, quase que nunca mencionado. Esta teologia posiciona a Salvação somente na esfera material, não sendo desenvolvida de forma eficaz. O posicionamento a favor de um lado, também secciona também o plano de Deus ao homem em que diz respeito a comunhão, integridade e totalidade. Torna-se uma teologia exclusivista, tomando partido como dizem seus autores uma opção pelo pobre. Não sendo uma teologia de opção ao ser humano em geral, mas sim somente ao objeto do interesse. A manipulação das classes sociais também é evidenciada, oferecendo esperança de mudança, onde as pessoas que passam por algumas dificuldades normalmente se agarram, numa tentativa de sobrevivência a qualquer custo. Não levando em conta patrimônio de terceiro, hierarquia, ordem e decência. Diversas vezes vê se em redes sociais a utilização de crianças como escudo para que a polícia não restabeleça a ordem e decência. Sendo estes líderes não diferente de terroristas que constantemente circulam vídeos que utilizam crianças a uma causa própria, não levando em consideração a proteção, família, mas somente o interesse pela causa e não pelo todo. A igreja católica que foi um dos berços de utilização para a implantação desta teologia viu-se obrigada a enfrenta-la, visto que esta não respeitava os dogmas da igreja, oferecendo uma salvação de uma forma um tanto estranha a seus princípios e aos princípios bíblicos. A aproximação dos movimentos criados dentro da igreja como as CEB´s aos movimentos sociais, implantou esta ideologia dentro do coração destas classes. Os sindicatos também adotaram estas ideias os quais se faz bandeira de luta, sendo o Brasil um país com aproximadamente 15000 sindicatos (ALMEIDA e CARNEIRO, 2013), os quais são baseados pelos princípios adotados pelas ideias marxistas. Hoje os princípios da teologia da libertação aliado aos princípios Marxistas infiltrou no coração do povo brasileiro, onde a enculturação deste movimento começa a colher seus frutos e também suas consequências. Diante dos fatos expostos neste trabalho, exige-se dos contribuintes as redes de formação teológica, rever, alertar e orientar formadores de opiniões para que estejam atentas as fontes que alimentam a teologia. Fazer teologia é fazer história, fazer má teologia é contribuir negativamente para o avanço moral do homem. Princípios não devem ser alterados, principalmente princípio éticos para que seja feita uma teologia forte, saudável e auxiliadora no processo de formação humana. A parte admirável desta teologia é o cuidado ou pelo menos a tentativa de cuidado com os necessitados, vivendo a dor dos irmãos, procurando alternativa, buscando meios da melhora da vida do cidadão. Utilizou o espaço deixado pela teologia tradicional, onde a busca de tanto conhecimento somente pelo conhecimento esqueceu dos que não tem condição mínima de sobrevivência, não favorecendo cumprindo seu papel diante da simples mensagem do evangelho de Mateus 22:39 “amaras o teu próximo como a ti mesmo”.
REFERÊNCIAS
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