terça-feira, 11 de julho de 2017

Pregação expositiva


PREGAÇÃO EXPOSITIVA – INSTRUMENTO DE
APROXIMAÇÃO À VERDADE BÍBLICA

Valdirlei Vicente Massola *


RESUMO

O presente estudo tem por objetivo trazer reflexão sobre a prática da pregação expositiva como instrumento contribuinte a reaproximação a verdade bíblica. Sobre a ênfase da contribuição da pregação expositiva para alicerçar a fé cristã, onde o retorno à verdade inicial proclamada por Jesus é de suma importância tendo como destaque algumas linhas de pensamentos históricos e atuais. Para chegar aos resultados esperados, foi feito pesquisa bibliográfica, buscando informações em livros, sites, jornais, revistas e Periódicos. O referencial teórico teve como seus principais autores: Lopes, Kaiser e Champlin, sem contar as várias versões da Bíblia Sagrada. Pode-se afirmar que o referencial teórico é fundamentado na área da teologia que estuda a história da pregação. A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica. Por fim, constatou-se que os resultados oriundos da pregação da forma expositiva é uma das formas onde é manifestada e ensinada a palavra das escrituras, as quais transmitem conhecimento, libertação e cura da igreja. O resultado a respeito da igreja verificou-se que na história e nos tempos atuais, as igrejas consideradas sadias, são as que mais utilizam a pregação expositiva em suas assembleias. Pois o crescimento através da pregação expositiva torna-se substancial, curativo e maduro.


Palavras-chave: Pregação expositiva, Hermenêutica, Bíblia.




PREACHING EXPOSITIVE - APPROACHING INSTRUMENT TO BIBLICAL TRUTH


ABSTRACT
This study aims to bring reflection on the practice of expository preaching as a contributor to rapprochement Biblical truth. On the emphasis of expository preaching contribution to consolidate the Christian faith, where the return the initial truth proclaimed by Jesus is very important with a highlight some lines of historical and current thoughts. To get the expected results, it was made literature, looking for information in books, websites, newspapers, magazines and journals. The theoretical framework has as its principal authors: Lopes, Kaiser and Champlin, not counting the various versions of the Holy Bible. One can also say that the theoretical framework is based on the area of ​​theology that studies the history of preaching. The methodology is based on literature. Finally, it was found that the results derived from the preaching of the exhibition, it is one of the ways in which it is manifested and taught the word of scripture, which transmit knowledge, deliverance and healing the church. The result regarding the church found that the history and the present time, churches considered healthy, are the most used expository preaching in their assemblies. For growth through expository preaching becomes substantial, dressing and mature.


Keywords: Preaching, Expository, Hermeneutics, Bible


INTRODUÇÃO

Houve muitos erros referentes à pregação e interpretação na história. Quando se trata da Pregação Bíblica, há o risco de tirar ou acrescentar algo a uma vida. A bíblia como enfoque em ser a “Palavra de Deus” atribui grande responsabilidade aos pregadores. Pois pode mudar o rumo de uma vida, pois trabalha com sentimentos e emoções em que o ouvinte pode escolher praticar como verdade.
O estudo proposto trata da pregação expositiva sendo num exercício estimulante a fim de contribuir a formação de novos hermeneutas e pregadores, não só a este método, mas a todos os métodos que tratam a respeito da história da interpretação. Sendo necessária a abordagem.
Em face ao exposto, o estudo procurou através da utilização da pesquisa bibliográfica, reconstruir aprofundar na busca pela influência da pregação expositiva no resultado final da igreja.
A pesquisa se justifica a fim de que contribua como uma advertência para que não caíamos nas mesmas práticas históricas as quais distanciaram a humanidade dos caminhos da verdade.  
Busca iluminar a compreensão da interpretação e a retrata aos dias atuais, sua contribuição à construção do conhecimento. Assistimos vertentes de pregações inconcebíveis nos púlpitos de nossas igrejas. Muitas pregações balizadas por imaginação, repetições, revelações vinda da mente do homem, muitas vezes propensas ao erro. Onde todas as esferas de defesas dos pensamentos humanos se revestem e encaixa-se no texto bíblico. Praticando e fazendo do texto uma peça de encaixe, onde o melhor pedaço que se encaixa é o necessário para o preenchimento do espaço, não necessariamente necessitando da verdade, utilizando de artimanhas onde a habilidade de manipulação da massa é usada como artifício de agrado, de uma massa adormecida, inconstante e sem conhecimento da verdade.
O retorno à pregação expositiva nos alivia, utilizando estudos do contexto histórico, buscas, interação com a palavra, balizando o pregador a prender-se ao texto, impedindo que este viaje por caminhos de sua mente. A dificuldade de entendimento do contexto vivido pelos autores dos textos tem sido a cada dia menos onerosa, pois com a difusão do conhecimento, métodos modernos de pesquisa, têm-se, chegado a uma proximidade confortável em relação ao contexto bíblico.

1.     PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Nos itens seguintes serão avaliados a origem do termo da pregação expositiva, assim como a definição e objetivo. Será tratado também o início e métodos de exposição. Pois o conhecimento dos termos é essencial para aprofundamento no estudo.

1.1.  ORIGEM DO TERMO
A origem da palavra em latim PRAEDICARE, oriunda da PRAE-, “à frente”, mais DICARE, “proclamar”, relacionado à DICERE, “dizer”. (ORIGEM DA PALAVRA, 2010). Definida por Chaplin como “a apresentação oral de informes obtidos e arranjados exegeticamente” (CHAMPLIM, 2013). Detalha o autor a respeito do total de 04 palavras com o sentido de “dizer as boas novas, proclamar, pregar e ensinar. Sendo elas “Evangelizesthai, Kataggéllein, Kerrussei e Didache”.
Lopes explana que o termo exposição “deriva do termo latino expositivo, que significa publicar ou tornar acessível” ou nas palavras do autor “exposição é trazer a luz o que existe” (LOPES, 2012).

1.2 PREGAÇÃO DEFINIÇÃO E OBJETIVO
De acordo com Haddon o objetivo da “pregação expositiva é a transmissão de um conceito bíblico, derivado e transmitido por meio do estudo histórico, gramático e literário de um a passagem no seu contexto, que o Espírito Santo primeiro aplica à personalidade e à experiência do pregador, e depois, por meio do pregador, aplica ao ouvinte” (ROBINSON e LARSON, 2010). O objetivo da pregação da palavra é surtir efeito nos ouvintes devendo acima de tudo ter o caráter bíblico, utilizando a Bíblia como base onde a obra salvífica de Jesus Cristo deve ser anunciada. Andrade afirma que a proclamação da palavra de Deus visa à divulgação do conhecimento divino, a conversão dos pecadores e a consolidação dos fiéis (ANDRADE, 2010). A mensagem pregada deve ser pregada a fim de que vidas sejam alteradas, deixando a vida de destruição e partindo para um caminho aceitável diante das verdades bíblicas.

1.3  INICIO DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA
Não se tem data exata do início da pregação expositiva, mas é certo que grandes pensadores e colaboradores na formação da história bíblica utilizaram este método para explanar as escrituras. Temos exemplos deste tipo de pregação e narração no Antigo e no Novo Testamento.
No Antigo Testamento lembra Lopes algumas passagens a respeito da pregação expositiva, descrevendo o Livro de Deuteronômio como “sementes da pregação expositiva no ministério de Moisés” (LOPES, 2012). O livro de Deuteronômio (ALMEIDA, 1995) traz várias referências onde Moisés explica os passos para entendimento da pregação expositiva. Concentrando no Capitulo Seis, declarando que a lei deve ser ensinada, ouvida e postas em seus corações com toda força da alma. Aí entra o papel do Expositor ou pregador.
Pode-se observar o Livro de Esdras é um exemplo de exposição onde Esdras prepara seu coração descrito no Livro de Esdras (Ed 7.10) para “buscar e cumprir a lei do Senhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças” (ALMEIDA, 1995)
No Novo Testamento entre os vários exemplos poderíamos Citar Pedro no dia de Pentecostes, Lucas narra o episódio onde Jesus Cristo expõe o Antigo testamento “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). Estêvão um exemplo descrito em Atos (6.7) “E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé” (ALMEIDA, 1995).
      
1.4  MÉTODOS DE EXPOSIÇÕES
Entre as infinitas maneiras de se expor um texto, analisaremos a descrição, a narração e dissertação; sendo elas definidas por Silva; “descrição é a exposição analítica, detalhada, particular e minuciosa de um objeto, coisa ou pessoa”; “narrações a exposição de fatos como estes aconteceram” e finalmente a dissertação como exposição discursiva onde os fatos são analisados. (SILVA, 2008)
Lopes lembra que pregação expositiva “não é somente um comentário corrente sobre uma passagem em cima da escritura” (LOPES, 2012, p. 142), aborda que muitos defendem que fazer uma pregação expositiva é somente comentar enquanto outros que é como realizar um sermão sobre a passagem bíblica.

2.     ANÁLISE

Neste item serão analisadas as vantagens e desvantagens da pregação expositiva, também as tentativas de diminuir o papel da pregações expositiva no decorrer da historia e por fim os erros a ser evitado ao expor uma mensagem por este método.

2.1 VANTAGENS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Há inúmeras vantagens a respeito da pregação expositiva, dentre elas, dificulta o pregador ao erro de cair no subjetivismo. Pois quando este caminha junto com o texto fica mais fácil de evitar os deslizes por caminhos, os quais, não há intenção da palavra descrita a ser pregada, influenciando assim a uma maior fidelidade ao conteúdo exposto. “A pregação expositiva dá ao pregador a liberdade de ser fiel em vez de bem-sucedido” (LOPES, 2012). Pois o pregador molda seu pensamento à Escritura, ou pelo menos é o que deve ser feito, devendo usar a Escritura para servir de fonte de inspiração a pregação e não moldar a escritura para basear seus pensamentos.
Há muitas vantagens os quais Silva descreve; “exige que o pregador o escreva, aprimore o conhecimento da língua, desenvolva estilo, a capacidade de expressão e da segurança as mensagens” (SILVA, 2008). Pois o preparo da mensagem dá à vantagem de conhecer o assunto a ser abordado.
A mensagem expositiva normalmente fica presa a um tema, a qual não permite que o pregador saia da linha de conforto. Pois a mensagem expositiva necessita um tempo de estudo, preparo uma busca meticulosa a detalhes que a completa, tornando uma mensagem mais rica em detalhes, os quais podem facilitar a compreensão dos ouvintes. Pois a busca por detalhes do texto torna o pregador mais próximo do texto, despertando interesse pelas perguntas que o ouvinte faria ao texto, respondendo possíveis indagações ou duvidas que nem sempre o ouvinte tem condição de buscar.
A centralidade de Deus é o ponto forte de uma pregação expositiva, pois a mesma deve ser baseada naquilo que a bíblia diz, e se o pregador seguir uma sequência na pregação, praticamente todos os problemas da igreja são tratados. Para o pregador é uma vantagem, pois expõe a Palavra de Deus, e não pode ser acusado de direcionar seu sermão. Esta “centralidade em Deus é uma verdade exclusiva da pregação expositiva” (LAWSON, 2010). Mohler estabelece como marca da pregação expositiva três características distinta: autoridade, reverência e centralidade (JUNIOR, 2013), tendo a bíblia como fonte autoritária de Deus, traz reverência a comunidade por se tratar da palavra de Deus que é o ponto central da exposição. Reifler acrescenta que quando a pregação é expositiva a “argumentação é distribuída em ordem lógica e mais convincente e conserva melhor a unidade da pregação” (REIFLER, 1993). Como fator positivo, o que precisa ser dito exige menos tempo, ou seja, há um melhor aproveitamento do tempo para explicação dos tópicos a serem pregados. Já Dantas afirma que “torna o pregador mais versátil na dialética por melhor atender os princípios da gramatica e da lógica” (DANTAS, 1996) e tem a vantagem de manter o pregador mais calmo.


2.2 DESVANTAGENS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Como toda pregação a ministração além do preparo e estudo depende da capacidade da oratória do mensageiro. Pode-se tornar monótona e “pode-se tornar enfadonha e pedante” (CHAMPLIM, 2013), o qual o autor deixa claro que se pode chegar a este ponto devido à capacidade do pregador. Desvantagens são enumeradas por Silva em relação à forma de exposição; o qual cita “tira a espontaneidade, a mobilidade, torna-se monótono, perde a comunicação visual, exige muito do ouvinte, tira a liberdade mental, perde o credito intelectual e também o prestigio” (SILVA, 2008). Pois o autor citou alguns pontos, que convivemos no dia a dia da igreja, os quais muitas vezes tornam a pregação semelhante a uma palestra, reduzindo a empolgação dos ouvintes. A espontaneidade do pregador é prejudicada por se prender a uma lista de tópicos, as mãos presas e normalmente perdem-se o contato visual com o público.
Além das citadas anteriormente Reifler acrescenta a restrição quanto “a gesticulação que é um fator importante para enfatizar as palavras e manter presa a atenção do auditório” (REIFLER, 1993). Atribui o cansaço ao pregador pelo grande tempo necessário a pesquisa. Dantas acrescenta um ponto interessante se o pregador depender da escrita, energia, luz, na falta destas, o pregador pode se embaraçar e o auditório ficar sem mensagem (DANTAS, 1996).


2.3 TENTATIVAS DE DIMINUIR O PAPEL DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Houve diversas tentativas liberais para constatação da eficácia do papel da pregação expositiva. Ações devido a influência liberalistas que negava a infalibilidade das escrituras vieram a exterminar grande número de congregações. Com as perspectivas de mudança ocorrida na idade média a pregação expositiva teve muitos movimentos contrários. Com a tentativa de racionalizar o conhecimento e pela grande luta entre a Imanência e a transcendência onde ora uma, ora outra estava em destaque. O Iluminismo “deu enorme valor a ênfase na capacidade racional do ser humano” (GRENS e OLSON, 2013, p. 21). Como o homem passou por diversas vezes como centro de seu universo e pensamento, a pregação expositiva também sofreu diante dos movimentos liberais que foram surgindo a partir do Século XVI. Como a bíblia não era vista como palavra de Deus, pois o que valeria uma pregação Expositiva, a pessoas que não acreditariam que a verdade contida na Bíblia, era a verdade estabelecida por Deus. Pois neste período a verdade bíblica andou por caminhos de trevas, ora com folego de vida, ora suprimida. Somente com a coragem e insistência de alguns pregadores permaneceu a luz da pregação para que a verdade voltasse a ser luz, nos corações adormecidos.


2.4 ERROS A SER EVITADO

O pregador como todo ser humano sujeita-se a erros, normalmente expondo seu ponto de vista o qual satisfaz sua linha de pensamento e raciocínio. Sendo assim há alguns cuidados a ser tomado o qual Smith (SMITH, 2015) com maestria o descreveu em seu artigo. Smith retrata doze pontos os quais se encaixam perfeitamente junto a este estudo. Ele inicia descrevendo acerca de sermões os quais nem sempre atende a finalidade a qual este proposto. O Sermão é infundado onde o pregador não toma o devido cuidado de buscar as fontes originais, utilizando a palavra em uma linguagem qualquer para transmitir a mensagem que quer. Ele retrata que o pregador utiliza o texto, mas o ponto do texto e a sua riqueza é ignorada, é apenas citado sem fazer parte da mensagem. O cuidado de levar Cristo não é relevado, não aplicando a mensagem de salvação à igreja. Outras vezes o cuidado de não direcionar a mensagem a determinado grupo de pessoas deve ser tomado, de não dirigir somente aos salvos, a ele mesmo ou somente a igreja sem se incluir na mensagem. Por fim Smith alerta para a necessidade do poder na mensagem, onde a mensagem é falada e não pregada e o mesmo apresentado sem o poder transformador da palavra.
Há o cuidado de “não confundir pregação expositiva com estilo do pregador” (DEVER, 2009). O estilo do pregador não necessariamente impede que o mesmo utilize a pregação expositiva a fim de passar a mensagem proposta. O pregador por fim deve ser um respeitador da Bíblia, “Ele não deve ser irreverente ou casual, muito menos desrespeitoso ou arrogante. Disso estamos certos, nenhuma congregação reverencia mais a Bíblia do que seu pregador” (JUNIOR, 2013).

3. RESULTADOS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA

Neste capítulo será analisado como a utilização da pregação expositiva reflete na saúde da igreja.


3.1 IGREJAS SAUDÁVEIS

A vida da igreja depende da palavra, Marker afirma que uma igreja saudável é a que “manifesta crescentemente o caráter de Deus” (DEVER, 2009, p. 61). O autor relata que somente através da exortação através da palavra de Deus, deve ser usada para começar a edificar uma igreja saudável. Orienta que não só o pregador deve ter compromisso com a pregação expositiva, mas também o povo, onde o comprometimento das duas partes é essencial para o sucesso do resultado da pregação.

“A prática da pregação expositiva presume a crença de que o que Deus afirma é determinante para seu povo. Presume que esse povo deve e precisa ouvir as Escrituras, para que as igrejas não fiquem destituídas daquilo que Deus usa para moldar-nos conforme sua imagem. Pressupõe que Deus Tenciona que a igreja aprenda tanto do Antigo como do Novo Testamento, bem como de todo o tipo de literatura bíblica – lei, história, sabedoria, profecia, evangelho e epístolas (DEVER, 2009, p. 58).


O autor lembra a importância de se expor todas as esferas das Escrituras, não atentando somente a alguns pontos os quais nos interessa, sendo a exposição da palavra como um todo. Levando o conhecimento a toda esfera possível de tratamento de Deus ao homem, sendo a palavra uma alternativa de cura ao ser humano declinado.
Lopes afirma que a pregação expositiva “é o mais eficaz para levar pessoas a Deus e promover o crescimento da Igreja” (LOPES, 2012, p. 211). O autor demonstra um grande defensor da pregação expositiva, argumentando que os grandes avivamentos e surgiram quando a palavra era exposta. Os principais pregadores foram sem dúvida expositores, citando “Pedro, Paulo, João Crisóstomo, Agostinho, Lutero, Calvino, Richard Baxter, Jonathan Edwards, F.B Meyer, Archibald Tomas, James S. Stewart, George Campbell Morgan e Martyn Lloyd Jones entre outros” (LOPES, 2012). O pregador deve estar atento que um ponto forte de uma pregação expositiva deve ser a aplicação da mensagem ao público presente, Robinson declara que a “aplicação não é incidental na pregação expositiva. Ela é essencial” (ROBINSON e LARSON, 2010).
Calvino um exemplo a ser seguido pelos pregadores o qual Lawson afirma “ele alimentava sua congregação com uma dieta regular de mensagens expositivas consecutivas” (LAWSON, 2010). Pois a exemplo de Calvino podemos perceber o poder do resultado da pregação expositiva nas vidas das pessoas.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As marcas deixadas em uma igreja podem ser construtivas ou destrutivas. Na igreja a exposição da palavra mexe com o íntimo, sentimentos e vidas. A responsabilidade concernente aos pregadores os coloca em uma situação tênue, onde o andar junto à verdade ou desviar da verdade são pontos muito próximos. Pois além da responsabilidade diante de Deus, tem que passar a mensagem sem interferência humana e sendo humano, devendo haver temor por parte dos pregadores.
Pelo ponto negativo a visão de Silva é constatada no dia a dia da igreja, que muitas vezes tem-se mais credibilidade um pregador despreparado, mais cativante em simpatia, o qual passa maior credibilidade que um sermão onde o pregador se imobiliza. Serve de alerta aos pregadores expositivos, que mesmo na exposição é necessária preparação quanto ao discernimento da recepção da Igreja, posição no púlpito e gesticulações.
Há muitos bons pregadores expositivos, os quais suas mensagens não são ouvidas pelo próprio carisma do pregador. O pregador deve ter habilidade mental para ser expositivo sem ser cansativo, adicionar argumentos à exposição sem fugir do assunto e prender a atenção do ouvinte, fazendo-o interessar pelo conteúdo da mensagem. Na pregação expositiva há a necessidade de pregar o texto e não em cima do texto e deve ser centrada na Bíblia.
A igreja sã é diariamente curada e confrontada a exposição da mensagem bíblica, que reflete a centralidade da palavra de Deus, não satisfazendo a desejos íntimos do pregador, mas satisfazendo o desejo de Deus aos que ali estão para ouvir a verdade, quer seja palavra de sacrifício, exortação ou arrependimento. Mas o mais importante é divulgar a palavra de Deus na essência do dizer de Deus e não da falácia do homem.
A pregação expositiva deve voltar aos nossos púlpitos, e restaurar as bases de nossa igreja, voltando à centralidade dos objetivos da igreja. Afinal a igreja do Senhor não será julgada pela qualidade de seus shows e sim pela fidelidade a pregação da escritura. Concluo que quando se prega expositivamente não há como o ouvinte contestar que o que se prega não é a verdade. Pois é a palavra de Deus manifestada na igreja.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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DANTAS, A. B. Como preparar sermões. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1996.
DEVER, M. O que é uma Igreja Saudável. 1ª. ed. São José dos Campos: Fiel, 2009.
GRENS, J. S.; OLSON, R. E. A Teologia do seculo 20 e os anos criticos do seculo 21. 2ª. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2013.
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LAWSON, S. J. A arte Expositiva de João Calvino. 1ª. ed. São José dos Campos - SP: Fiel, 2010.
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REIFLER, H. U. Pregação ao alcance de todos. 1ª. ed. São Paulo: Sociedade Religiosa edições Vida Nova, 1993.
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SMITH, M. G. Artigos - Expositores Impostores. Ministério Fiel, 2015. Disponível em: . Acesso em: 02 jun. 2016.




* Graduado em Teologia - Universidade Metodista de São Paulo – Ano 2012
* Pós Graduado - Teologia do Novo Testamento Aplicado - Faculdade Teológica Batista do Paraná - 2015
* Programa de Mestrado Faculdade Teológica Batista do Paraná – 2016

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